Chegada à Europa confirma evolução da Aprilia e aproxima Aleix Espargaró do pódio

Depois de uma boa apresentação na pré-temporada e nas corridas no Catar, restava a dúvida se a RS-GP mostraria o mesmo bom desempenho em um traçado europeu. Não resta mais

Marc Márquez acabou a corrida em Portimão cansado e emotivo (Vídeo: MotoGP)

A competitividade da Aprilia é uma realidade. Depois de mostrar evolução ao longo dos testes da pré-temporada e nos GPs do Catar e de Doha, restava a dúvida se esse passo à frente seria confirmado também em um traçado europeu, mas o GP de Portugal serviu para mostrar que a animação de Aleix Espargaró tem sentido de ser.

Até aqui, Aleix conseguiu, respectivamente, um sétimo, um décimo e um sexto lugares nas três corridas disputadas em 2021, mas ainda que o resultado de Portimão iguale o melhor da Aprilia na era dos motores quatro tempos ― com Andrea Iannone no GP da Austrália de 2019 ―, este não é o dado que importa.

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Aleix Espargaró, enfim, pode comemorar a melhora da Aprilia (Foto: Divulgação/MotoGP)

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Em uma MotoGP cada vez mais competitiva, o número que tem de contar é a diferença em relação ao ponteiro. Ao longo de toda a temporada 2020, Aleix terminou as corridas em média 11s099 atrás do vencedor. Neste ano, a diferença média baixou para 6s734.

Em uma comparação direta, o mais velho dos Espargaró foi oitavo no GP de Portugal do ano passado, 16s034 atrás de Miguel Oliveira, o vencedor. Neste ano, em uma corrida que foi menos de 2s mais rápida, Aleix foi sexto, 8s885 mais lento que Fabio Quartararo, que foi quem subiu ao topo do pódio. Uma diferença, portanto, de 7s149.

Depois de muita espera, a Aprilia, enfim, conseguiu avançar e não é mais impossível dizer que o top-3 é um sonho possível. Difícil? Certamente. Irreal, não.

É fato que a história da casa de Noale desde que voltou à MotoGP é uma sucessão de erros, especialmente no quesito pilotos. É um entra e sai de gente absurdo, incluindo aí alguns momentos de desrespeito com os competidores. Teve também uma inexplicável espera por alguém que nem em um mundo utópico escaparia de uma longa suspensão por doping ― a história de Iannone era absurda demais para colar.

Mas, enfim, a Aprilia começa a acertar. Renovar com Aleix é um acerto e tanto, mas colocar Lorenzo Savadori na outra moto, não é. Enquanto o catalão terminou as corridas em média 6s7 atrás do vencedor, o italiano teve de engolir um atraso médio de 41s354 em relação aos vencedores.

Claro, Lorenzo tem a larga experiência de seis provas na MotoGP: as três deste ano e outras três em 2020, com a própria Aprilia. Assim, não dá mesmo para cobrá-lo por algo muito melhor. Mas quem foi mesmo que teve a brilhante ideia de dar a ele o posto de titular? Tudo bem que os italianos não tinham lá muitas opções, já que foram rejeitados por um montão de gente, mas Bradley Smith ainda parece uma alternativa mais segura.

Mesmo que aos trancos e barrancos, a Aprilia parece estar saindo do outro lado. Aleix Espargaró é o homem de confiança e nada mais justo do que ser ele mesmo o cara a colocar um ponto final na seca e levar a RS-GP ao pódio.

Já passou da hora de a Aprilia se consolidar como uma competidora séria e ameaçar a concorrência de maneira mais sólida. O esporte só tem a ganhar com isso.

A MotoGP volta às pistas em 2 de maio, para o GP da Espanha, em Jerez de la FronteraAcompanhe a cobertura do GRANDE PRÊMIO sobre o Mundial de Motovelocidade.

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