Com calendário em risco, Ducati fala em usar “tempo extra para solucionar problemas”

Chefe da Ducati, Gigi Dall’Igna afirmou que não vê a MotoGP começando a temporada 2020 em Austin. Dirigente lamentou pelos pilotos, mas ressaltou que os técnicos não estão insatisfeitos com o adiamento no início da temporada

Chefe da Ducati, Gigi Dall’Igna não acredita que a temporada 2020 da MotoGP vai começar pelo GP das Américas, no início do próximo mês. O italiano entende que é “bastante razoável” iniciar a disputa apenas no GP da Argentina, marcado para 19 de abril. 
 
O campeonato deveria ter começado no fim de semana, no GP do Catar, mas a etapa da MotoGP acabou cancelada após o país determinar que italianos ou cidadãos que passaram recentemente pela Itália cumpram uma quarentena de 14 dias por conta da epidemia de coronavírus. Assim, apenas Moto3 e Moto2 puderam correr, já que equipes e pilotos já estavam em Losail por causa dos testes da pré-temporada.
 
Além do revés no Catar, a Dorna, promotora do Mundial, adiou para outubro o GP da Tailândia, uma vez que o governo não quer realizar eventos com grandes públicos. Assim, a abertura da temporada passou para a prova norte-americana, mas Austin decretou estado de emergência e também cancelou um importante festival de música.
Gigi Dall'Igna (Foto: Ducati)
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Por enquanto, o calendário divulgado na semana passada segue mantido, mas Carmelo Ezpeleta, diretor-executivo da Dorna, já tinha admitido a possibilidade de novas mudanças.
 
Em entrevista ao jornal italiano ‘Corriere della Sera’, Dall’Igna explicou que precisou contar com a ajuda de colegas para recuperar o material levado a Losail para o teste da pré-temporada.
 
“Com a ajuda dos integrantes da Avintia, nós conseguimos resolver o problema de recuperar o material que tínhamos levado para o teste do Catar”, contou Dall’Igna.
 
Ainda, o dirigente acredita que a melhor opção é começar o Mundial apenas em Termas de Río Hondo, ainda que lamente perder a corrida catari, especialmente por Andrea Dovizioso. 
 
“Não me vejo indo a uma corrida em Austin, ao menos na data programada. É bastante razoável que a MotoGP comece na Argentina”, ponderou. “A agitação do coronavírus cria uma espécie de turbulência, mas devemos encarar a situação com o espírito positivo”, seguiu.
 
“Renunciar ao Catar pesa, porque Dovizioso ganhou as duas últimas edições e tínhamos boas cartas na mão. Um bom começo é sempre estimulante”, avaliou. “Ainda assim, em longo prazo, estou convencido de que o cancelamento terá um impacto insignificante. Ganha um campeonato aquele que é o mais forte em todas as partes”, sublinhou. 
 
Sem saber ao certo quando a disputa começa para valer, o engenheiro falou em aproveitar o tempo extra para trabalhar nas fraquezas identificadas durante os testes coletivos. No caso da Ducati, a relação com o novo pneu foi um entrave nas atividades na Malásia e no Catar.
 
“Como todos os outros, vamos aproveitar esse tempo para extra para solucionar os problemas que surgiram nos testes. Ninguém apresentou nenhuma especificação, desenho ou amostra do motor. Por regulamento, podemos fazer na última hora”, declarou. “O novo pneu Michelin parecia uma novidade insignificante, mas, levando em conta os testes, o resultado é bastante importante”, reconheceu.
 
“Andrea e Danilo [Petrucci] são animais de corrida, e eu entendo a frustração deles. Eu entendo eles. Nós, os técnicos, estamos tranquilos. A moral está boa e trabalho nunca falta. Temos de desenvolver o chassi que vai estrear em meados da temporada, começar a pensar na moto do próximo ano… No fim, sempre dá para trabalhar de casa”, encerrou.
 

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