Quartararo sai desgostoso da França e cobra Yamaha: “Não fiz ultrapassagem neste ano”

O campeão vigente apontou que não faltou ritmo de corrida à YZR-M1, mas indicou que, como acontece desde o começo do ano, ele não consegue ultrapassar. ‘El Diablo’ creditou o quarto lugar no GP da França às quedas de pilotos que rodavam na frente dele

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Fabio Quartararo voltou a pressionar a Yamaha por melhorias na YZR-M1 e afirmou que não fez “nenhuma ultrapassagem neste ano” na MotoGP. O piloto da moto #20 considerou que só conseguiu o quarto lugar na corrida de domingo (15) por causa das quedas de pilotos como Álex Rins, Joan Mir e Francesco Bagnaia.

Quarto no grid, Fabio mostrou um ritmo forte ao longo de todo o fim de semana e foi para a corrida como um dos favoritos. Já na largada, porém, as coisas não saíram como o previsto. O companheiro de equipe de Franco Morbidelli caiu para oitavo ainda na primeira volta e conseguiu escalar apenas até a quarta colocação, recebendo a bandeirada 4s288 atrás de Enea Bastianini, o vencedor em Le Mans.

O BRASIL EM DUAS RODAS
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Fabio Quartararo afirmou que só ganhou posições com erros dos outros pilotos (Foto: Yamaha)

CLASSIFICAÇÃO DA MOTOGP
▶️ Aleix Espargaró diminui vantagem de Quartararo

Após a corrida, Quartararo se mostrou desgostoso e considerou que só chegou na quarta colocação por conta dos tombos de Álex Rins, Joan Mir e Francesco Bagnaia. Ainda assim, o piloto de Nice mantém a liderança do Mundial, mas agora com só quatro pontos de vantagem para Aleix Espargaró, o vice-líder.

“Não estou nada feliz com a minha corrida. Foram três quedas na minha frente, então a minha posição real não é o quarto lugar, é muito mais atrás”, disse Quartararo. “E não pelo nosso ritmo, pois se você checar todos os treinos, tínhamos o melhor ritmo. Mas aí na corrida, assim que estamos em uma posição em que não podemos ultrapassar ou não temos pista limpa, estamos acabados”, ponderou.

“E é por isso que eu não estou nem irritado, pois, sabe, já estou um pouco acostumado com isso”, desabafou. “A verdade é que eu dou 100% sempre. Dei tudo hoje. Em determinado momento, perdi a frente, e Aleix abriu 0s5 de margem, mas em cinco curvas eu já estava atrás dele de novo. Então em termos de velocidade, somos super rápidos, mas sabemos que não é possível ultrapassar”, frisou.

Fabio considerou que só conseguiu ganhar posições no erro dos adversários, como aconteceu, por exemplo, com Marc Márquez, que escapou da trajetória e facilitou a ultrapassagem.

“Nós somos capazes de ultrapassar a corrida toda. Todas as ultrapassagens que fiz foram por causa de erros dos outros pilotos. Três quedas na minha frente, Marc saiu um pouco da trajetória, mas eu não fiz ultrapassagens na corrida”, sublinhou. “A pressão do pneu dianteiro subiu um pouco, mas não foi o principal [problema] e fomos com o médio [ao invés do macio dianteiro]. Então se não pude ultrapassar, não foi a pressão da dianteira”, avaliou.

“Aqui, os pontos de ultrapassagem são as curvas 3 e 9. Mas eu perco muito na reta. Então não posso preparar uma ultrapassagem na curva 3. E a mesma coisa acontece na 9”, explicou. “Assim que você comete um erro na largada, você está acabado”, resumiu.

O francês avaliou que a natureza de Le Mans pode ter amplificado os problemas da YZR-M1, mas lembrou que as dificuldades de ultrapassar estão presentes desde o início da temporada.

“A única ultrapassagem real que fiz foi em Portimão, em Joan [Mir], pois era muito mais rápido na última curva, em descida, mas não fiz nenhuma ultrapassagem neste ano”, insistiu.

A MotoGP volta às pistas no próximo dia 29 de maio para o GP da Itália, em Mugello, oitava etapa da temporada 2022. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do Mundial de Motovelocidade 2022.

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