Rivais crescem e tiram Yamaha da zona de conforto no GP da Emília-Romanha

Dominante desde a semana passada, a YZR-M1 foi destronada pela primeira vez nesta sexta-feira (18). Brad Binder fechou o dia com a melhor marca, à frente da Honda de Takaaki Nakagami. Melhor Yamaha, Fabio Quartararo ficou com o terceiro tempo

A Yamaha teve um ligeiro choque de realidade em Misano nesta sexta-feira (18). Líder dos treinos ― com exceção do warm-up ―, desde a semana passada, passando inclusive pelo teste coletivo realizado na terça-feira, a montadora de Iwata foi destronada nesta tarde, quando Brad Binder colocou a KTM na ponta da folha de tempos, apenas 0s002 melhor que Takaaki Nakagami, da Honda.

A ‘derrota’, contudo, não foi assim impactante, já que a melhor YZR-M1 aparece no terceiro posto, com Fabio Quartararo fechando o dia com só 0s016 de atraso para o sul-africano. Além do piloto da SRT, a Yamaha colocou mais duas motos no top-10: Maverick Viñales foi o quarto colocado, com Franco Morbidelli aparecendo em sexto ― Valentino Rossi fechou em 15º, 0s635 atrás do líder.

Em comparação com a corrida da semana passada, é uma M1 a menos no rol dos dez primeiros. A KTM, por sua vez, também perdeu terreno: na sexta-feira do GP de San Marino, as quatro RC16 ficaram no top-10. Desta vez, foram só três. A Ducati, por outro lado, viu Johann Zarco se juntar a Danilo Petrucci na lista dos melhores, com a Suzuki entrando em cena hoje com Joan Mir.

A distribuição das fábricas, porém, não é a principal diferença. Semana passada, foram 0s747 separando os dez mais rápidos. Agora, essa marca caiu para 0s444. Um reflexo não só da volta ao circuito Marco Simoncelli, mas também do teste de terça-feira.

A ‘derrota’, contudo, não foi assim impactante, já que a melhor YZR-M1 aparece no terceiro posto, com Fabio Quartararo fechando o dia com só 0s016 de atraso para o sul-africano. Além do piloto da SRT, a Yamaha colocou mais duas motos no top-10: Maverick Viñales foi o quarto colocado, com Franco Morbidelli aparecendo em sexto ― Valentino Rossi fechou em 15º, 0s635 atrás do líder.

Em comparação com a corrida da semana passada, é uma M1 a menos no rol dos dez primeiros. A KTM, por sua vez, também perdeu terreno: na sexta-feira do GP de San Marino, as quatro RC16 ficaram no top-10. Desta vez, foram só três. A Ducati, por outro lado, viu Johann Zarco se juntar a Danilo Petrucci na lista dos melhores, com a Suzuki entrando em cena hoje com Joan Mir.

A distribuição das fábricas, porém, não é a principal diferença. Semana passada, foram 0s747 separando os dez mais rápidos. Agora, essa marca caiu para 0s444. Um reflexo não só da volta ao circuito Marco Simoncelli, mas também do teste de terça-feira.

Brad Binder saiu animado com a evolução da moto (Foto: Red Bull Content Pool)

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Apesar da atividade extra, nem todo mundo encontrou um caminho novo na atividade do dia 15. Binder, por exemplo, só conseguiu uma performance melhor da RC16 nesta tarde.

“Foi difícil até aqui. O fim de semana passado foi muito, muito duro para todos nós, o teste também foi realmente difícil para mim, tive dificuldade para encontrar aquele pouquinho extra de que precisava, mas hoje, na segunda saída no TL2, nós fizemos algumas mudanças e eu me senti muito mais confortável na moto”, contou Binder. “Pela primeira vez, eu pude de fato parar [a moto], então, isso ajudou bastante. Parabéns aos rapazes por resolverem isso. Vamos ver. A moto estava ótima, mas só fiz duas voltas rápidas. Veremos amanhã. O TL3 vai nos dar uma oportunidade de fazer uma simulação de corrida para vermos onde realmente estamos”, comentou.

Questionado se existe algum plano para testar o chassi avaliado na terça-feira, Brad respondeu: “Não. Nós testamos o novo chassi, mas foi mais para coletar informações para os caras na fábrica. Voltamos tudo praticamente para o normal, para onde estávamos”.

“Só brincamos bastante com o equilíbrio da moto, com as molas e outros detalhes, todas coisas normais, então, estou mais feliz agora do que estava na semana passada ou até mesmo do que no TL1 desta manhã. Estou realmente feliz por termos encontrado essa coisinha e espero que isso se converta em um bom ritmo de corrida”, torceu.

Quem também fechou o dia satisfeito foi Takaaki Nakagami. Pressionado na ausência de Marc Márquez, o piloto da LCR tem sido o principal destaque da Honda vai para a corrida do fim de semana vendo o pódio como uma necessidade.

Fabio Quartararo foi a melhor Yamaha nesta sexta-feira (Foto: SRT)

“No último fim de semana, tivemos realmente dificuldades para passar pelas ondulações, com a moto realmente instável. No domingo, durante a corrida, ainda não estávamos em um ritmo realmente bom, mas com certeza melhoramos em relação a sexta-feira e ao sábado. Estamos melhorando a cada dia, mas durante o teste da última terça-feira, testamos muitas coisas diferentes, novos itens, um novo amortecedor traseiro para tentar uma geometria diferente na moto. E, certamente, isso realmente melhorou a estabilidade da moto”, avaliou Takaaki. “Além disso, durante o teste, tinha muita aderência na pista, mas o tempo de volta foi muito consistente e também tentamos melhorar a volta de classificação. Como dá para ver hoje, fizemos um bom tempo de volta. Estou bem feliz com o trabalho da equipe e me sinto muito confortável na moto”, relatou.

Com a retirada de Stefan Bradl da corrida deste fim de semana, alguns funcionários da Honda migraram para os boxes da LCR, aumentando ainda mais a pressão no piloto japonês.

“Não é a melhor situação para a Honda e também para nós, pois são menos dados durante o fim de semana, mas, felizmente, tivemos o teste na terça-feira, então temos bastante informações de muitas coisas. No momento, está ok”, considerou. “Isso não muda a estratégia, pois não têm tantas pessoas dentro do box. Não senti muita diferença. Tentamos focar no nosso trabalho. Neste fim de semana, nós realmente precisamos do pódio, então, temos de tentar permanecer concentrados e fazer nosso trabalho”, alertou.

Depois da decepção da semana passada, quando sofreu duas quedas, precisou fazer uma parada nos boxes e ainda abandonou a corrida, Quartararo se mostrou especialmente animado com a performance em Misano.

“Sinceramente, me sinto ótimo hoje. Consegui fazer meio que um long-run, cerca de 16 voltas, todas em 1min32s, o que é realmente positivo. Nosso ritmo parece bom”, avaliou o francês de Nice. “Modificamos um pouco o acerto desde a semana passada, e me sinto um pouco melhor na moto. Ainda têm áreas em que precisamos melhorar, mas estou realmente ansioso para amanhã”, continuou.

“Tentamos um tempo de ataque com o pneu médio e fomos rápidos. Acho que o macio tem um pouco mais de potencial, mas terminamos menos de um décimo atrás da ponta com este pneu. Também estou muito feliz com nossos treinos de largada. O ritmo é ótimo, o que é realmente importante, e vamos ver o que encontramos amanhã e domingo”, declarou. “Quero lutar pela pole-position mais uma vez e me sinto mais forte do que no fim de semana, então, vamos ver”, acrescentou.

Vencedor do GP de San Marino e da Riviera de Rimini, Franco Morbidelli ainda sente os efeitos de um problema gástrico, mas nem por isso deixou de encerrar a sexta-feira contente com os trabalhos.

“Foi uma boa sexta-feira. Reconfirmamos a nossa velocidade nesta manhã e checamos quais eram as condições da pista. Senti-me bem. De tarde, as condições foram um pouco diferentes e tivemos de nos adaptar. Fizemos as escolhas certas e melhoramos o acerto da moto ao longo do dia”, opinou o ítalo-brasileiro. “Conseguimos ter um bom ritmo, então, isso é positivo. Vou descansar um pouco antes de amanhã para tentar estar em uma forma ainda melhor para vermos onde estamos. Amanhã de manhã será importante ser rápido no nosso tempo de ataque”, frisou.

Andrea Dovizioso focou no trabalho para a corrida (Foto: Red Bull Content Pool)

Para se ter uma ideia daquilo que é previsto pelos especialistas sobre o resultado final na Emília-Romagna, Quartararo é apontado como o favorito, ligeiramente na frente de Morbidelli.

Esses dois pilotos são os maiores favoritos da corrida para a maioria das casas de apostas, como se pode confirmar naquelas que são repertoriadas na página sobre os melhores sites de apostas da Wincomparator, o comparador de cotas de referência.

Apesar da lanterna entre os pilotos da Yamaha, Rossi não saiu decepcionado, já que melhorou em relação à semana passada, mas sabe que precisa de mais, especialmente por que as concorrentes também deram um passo à frente nesta sexta.

“Divirto-me correndo aqui, pois estou a dez minutos de casa e, quando você tem uma certa idade, isso faz diferença”, brincou Rossi. “No fim, as duas coisas de que mais gosto são guiar a moto e competir, e, apesar de termos rodado muito aqui nesta semana, encontraremos outro equilíbrio, com outros valores, e isso tudo me agrada. Vai ser um desafio, pois para podermos fazer uma corrida como da semana passada, teremos de ser mais rápidos. Não vai ser fácil, mas vou tentar”, garantiu.

“Tínhamos algumas coisas interessantes para tentar, mas não encontramos nada realmente para melhorar. Então decidimos continuar com a moto padrão e trabalhar nos ajustes e no balanceamento”, contou o italiano, que na terça-feira testou um novo escapamento e também um braço oscilante para a M1. “Encontramos algo bom, mas apesar de estar meio segundo mais rápido do que na semana passada, ainda não me sinto confortável para frear e entrar na curva”, indicou.

Do outro lado dos boxes, porém, Viñales não saiu satisfeito. Vindo de uma sequência ruim no campeonato, o espanhol até tentou rodar com as novidades da Yamaha, mas abandonou as peças, ao menos até Barcelona.

Além disso, Maverick não escondeu a insatisfação com a evolução da YZR-M1, já que entende que o protótipo não avançou em três anos.

“Amanhã vamos testar uma coisa completamente diferente. Não quero perder mais tempo com a parte traseira da moto. Vamos tentar resolver com a dianteira”, disse Maverick. “Quando não temos aderência, não podemos fazer a moto girar e nem frear onde quero. Em três anos, não encontramos nada para resolver o problema na parte traseira, então, vamos tentar mudar de estratégia. Também dá para conseguir o tempo de outra forma, como, por exemplo, na entrada das curvas. Temos de mudar as coisas”, defendeu.

“As motos de Honda e Ducati param quando os pilotos freiam. Nós não conseguimos, temos de manter todo o peso na traseira para podermos estar bem. Quero pilotar freando o mais tarde possível, mas não posso fazer isso com a Yamaha, porque escapo da trajetória, pois não tenho aderência atrás”, justificou.

Confira as imagens desta sexta-feira de MotoGP no circuito Marco Simoncelli

Joan Mir liderou a Suzuki nesta sexta-feira (Foto: Suzuki)

Nos boxes da Suzuki, o cenário é de animação do lado de Joan Mir. Vindo de um pódio no GP de San Marino, o espanhol acredita que a GSX-RR está preparada para brigar pelo top-3 mais uma vez, mas ainda precisa melhorar para a classificação.

“Testamos todas as opções de pneus traseiros hoje, o que nos deu uma boa informação. As sessões foram muito competitivas, com os tempos muitos próximos, e embora todos tenham melhorado desde a semana passada, sentimos que demos um passo à frente também”, balanceou. “Estamos prontos para lutar pela ponta mais uma vez, então, amanhã vamos tentar melhorar mais algumas coisas e mirar em uma boa posição de classificação. Vamos ver se isso é possível”, fechou.

Álex Rins, porém, não ficou igualmente animado. Apenas 18º nesta sexta-feira, o mais experiente entre os pilotos da Suzuki ficou a 0s799 de Binder nesta sexta.

“Foi um dia difícil. Durante o teste de terça-feira, consegui manter uma boa performance até mesmo com pneus usados, mas hoje não tive a mesma sensação”, relatou. “No fim, perto do final do TL2, comecei a me sentir bem outra vez e isso me dá confiança para a corrida”, completou.

Líder do Mundial desde a semana passada, Andrea Dovizioso fechou o dia em 12º, 0s524 mais lento que o sul-africano da KTM. O tempo, porém, não assusta, já que o italiano de Forli optou por focar no rendimento para a corrida.

“Preferimos focar na preparação da corrida, sem ligar muito para os tempos de volta. Fizemos algum progresso, mas ainda não é o suficiente: nossos rivais também melhoraram bastante desde o teste da última terça-feira”, opinou. “No meu caso, estou confiante: sabemos onde precisamos melhorar para sermos mais competitivos. Agora precisamos manter a concentração. Amanhã de manhã, será importante fechar o TL3 o top-10”, encerrou.

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