Rivais reconhecem força de Quartararo e começam a jogar toalha na briga pelo título

Com o francês de Nice folgado na classificação da MotoGP, os adversários já começam a entregar os pontos e admitir que o piloto da Yamaha já colocou a mão na Torre dos Campeões

Chegou a hora de os rivais jogarem a toalha e reconhecer Fabio Quartararo como campeão de 2021 da MotoGP? Com seis etapas pela frente (ou sete, dependendo da realização ou não do GP da Argentina), o francês segue nadando de braçada e, com cinco vitórias no ano, é favorito claro ao título.

Às vésperas do GP de Aragão, ‘El Diablo’ soma 206 pontos na classificação do Mundial de Pilotos, 65 a mais que Joan Mir, o segundo colocado. Johann Zarco tem 69 de atraso, um a menos que Francesco Bagnaia, que ocupa a quarta colocação. Jack Miller fecha o top-5, já com 88 pontos a menos.

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Fabio Quartararo já soma cinco vitórias na temporada 2021 da MotoGP (Foto: Divulgação/MotoGP)

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Depois de o titular da Yamaha conquistar em Silverstone a quinta vitória no ano, consolidando um aproveitamento de vitórias de 41,6%, os adversários deram os primeiros sinais de que já não enxergam uma virada pela frente.

Campeão vigente, Mir ainda não entregou os pontos totalmente, mas reconheceu que o campeonato começa a ficar muito complicado.

“Sim, o Mundial está muito complicado”, reconheceu Joan após o GP da Grã-Bretanha. “Mas não está acabado, pois, se fosse assim, nem iria para a próxima corrida. Vou lutar para vencer e fazer o melhor possível. Ainda restam muitas corridas e tudo pode acontecer”, ponderou.

Quarto na classificação, Bagnaia surge bastante menos confiante.

“Fabio tem uma boa diferença. Agora Fabio já ganhou o campeonato. 70 pontos são muitos para recuperar”, avaliou. “Não perdemos a ambição de tentar ganhar, mas será muito difícil”, admitiu.

Com pelo menos 150 pontos ainda em jogo, matematicamente tudo ainda é possível. Mas o fato é que Quartararo tem sido forte demais em 2021. Além das cinco vitórias, o piloto conhecido pelo número 20 ainda soma outros três pódios, algo que falou na temporada passada.

Além disso, Fabio esteve na zona de pontuação em 100% das corridas disputadas até aqui, com média de 17,1 pontos por corrida. Mir, por sua vez, soma em média 11,75, contra 11,4 de Zarco e 11,3 de Bagnaia. Miller, que já abandonou três vezes neste ano, tem média de 9,8 pontos por rodada.

Nos últimos dez anos, só duas vezes o líder após 12 etapas levou uma virada: em 2015 e em 2017. No primeiro caso, Valentino Rossi completou a primeira dúzia de GPs com 12 pontos de vantagem para Jorge Lorenzo, mas levou a virada na última corrida e perdeu o título daquele polêmico campeonato por só cinco pontos. Em 2017, Andrea Dovizioso tinha nove pontos a mais que Marc Márquez na mesma fase da temporada, mas não conseguiu sustentar a ponta e perdeu a taça por 37 pontos só na última corrida.

Até aqui, Quartararo não foi apenas rápido, mas também constante. Salvo um revés importante no GP da Espanha, o jovem de 22 anos esteve dentro do top-7 em 11 das 12 corridas. E é essa regularidade que tem ‘machucado’ as pretensões dos demais.

Neste fim de semana, o Mundial desembarca em Aragão, um traçado anti-horário que tem um histórico de vitórias da Honda. Dos 12 GPs realizados no MotorLand, foram sete vitórias da montadora japonesa, contra três da Yamaha ― inclusive no GP de Teruel do ano passado, com Franco Morbidelli ―, uma da Ducati e uma da Suzuki.

Entre os pilotos, o nome mais forte no traçado de Alcañiz é Marc Márquez, que já soma cinco vitórias, quatro consecutivas entre 2016 e 2019. O espanhol perdeu as etapas do ano passado por causa da fratura no braço, mas agora, mesmo que ainda não esteja no auge da forma, é cotado para repetir o que fez na Alemanha, quando aproveitou as curvas para esquerda para encerrar o jejum de vitórias.

Marc, porém, já tem 147 pontos de atraso em relação a Quartararo e não é mais uma ameaça na briga. Para os demais, resta a esperança não só de conseguir resultados mais expressivos, mas também de que Fabio tropece algumas vezes daqui até o fim do ano. Só que os indícios não apontam para isso em 2021.

MotoGP volta a acelerar no próximo dia 12 de setembro, com o GP de Aragão, no MotorLand. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do Mundial de Motovelocidade 2021.

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