Suzuki confirma saída de Brivio em meio a rumores de ida para Alpine na Fórmula 1

A equipe japonesa anunciou no início da manhã desta quinta-feira (7) a saída do dirigente, que confirmou que aceitou um novo desafio profissional

A história de Davide Brivio na Suzuki chegou ao fim. A fábrica de Hamamatsu anunciou no início da manhã desta quinta-feira (7) a saída do dirigente, que aceitou “novo desafio profissional”. O italiano comandou o time na queda de um jejum de 20 anos com o título de Joan Mir no ano passado.

Na quinta-feira, surgiram rumores na imprensa inglesa de que Brivio assumiria o comando da Alpine na Fórmula 1. A ex-Renault terá Esteban Ocon e Fernando Alonso como titulares em 2021.

Davide Brivio comandou a Suzuki na volta à MotoGP (Foto: Suzuki)

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O diretor-executivo da Alpine tem história com Brivio. Luca de Meo foi diretor de marketing da Fiat, empresa que patrocinou a Yamaha em quatro dos anos em que Brivio esteve à frente da equipe de Iwata. Davide comandou a escuderia dos três diapasões entre 2002 e 2010, conquistando quatro títulos com Valentino Rossi.

Brivio admitiu que é triste deixar a Suzuki, mas se mostrou animado para encarar um novo desafio profissional. Ainda assim, o experiente italiano ressaltou que será sempre um fã da equipe japonesa.

“Uma nova oportunidade e novo desafio profissional apareceram de repente e, no fim, eu decidi aceitar”, disse Brivio. “Foi uma decisão difícil. A parte mais difícil será deixar esse grupo fabuloso de pessoas, com quem comecei este projeto quando a Suzuki voltou ao campeonato. É também difícil dizer adeus a todas as pessoas que chegaram ao longo dos anos para criar esta grande equipe. Me sinto triste deste ponto de vista, mas, ao mesmo tempo, com muita motivação por este novo desafio ― o que foi um ponto chave quando tive de decidir entre renovar o meu contrato com a Suzuki ou começar uma experiência completamente nova”, seguiu.

“Conquistar o título da MotoGP é algo que permanecerá na história da Suzuki e terá sempre um lugar especial nas memórias da minha vida. Gostaria de agradecer profundamente a gestão da Suzuki pela confiança em mim, algo que tiveram desde o início. Gostaria de agradecer cada um dos membros do nosso grupo da MotoGP no Japão e na pista, toda rede de trabalho da Suzuki e, claro, todos os pilotos que guiaram pela equipe neste período, especialmente Joan e Álex [Rins], que fizeram uma ótima temporada 2020”, frisou.

“Joan se tornar campeão mundial foi um sonho que se tornou realidade para mim e para todas as pessoas que trabalharam duro e me acompanharam nessa jornada magnífica. Desejo todo o melhor para a equipe Suzuki MotoGP, espero que os resultados do futuro sejam melhores e melhores. Sempre serei um fã da Suzuki. Muito obrigado, Suzuki!”, completou.

Líder do projeto da Suzuki na MotoGP, Shinichi Sahara admitiu que a saída de Brivio foi um choque, mas desejou sorte para o futuro. Agora, os japoneses precisam encontrar um substituto à altura.

“Honestamente, a notícia da saída de Davide da Suzuki foi um choque para mim. Parece que alguém tirou um pedaço meu, pois sempre discuti com ele como desenvolver o time e a moto, e trabalhamos juntos por muito tempo”, disse Sahara. “Em 2020, nós conquistamos um resultado fantástica apesar da situação incomum e difícil causada pela Covid-19. E 2021 será um ano ainda mais importante para nós mantermos o momento. Agora estamos tentando encontrar a melhor maneira de cobrir a perda de David. Felizmente, na maioria das vezes, tive um pensamento similar ao dele, portanto, não é tão difícil manter a direção que deveríamos seguir com a equipe. Acho. Gostaríamos de agradecê-lo e desejar toda sorte a ele no futuro”, encerrou.

Peça chave na transferência de Rossi da Honda para a Yamaha em 2004, Brivio deixou a fábrica japonesa junto com o multicampeão no fim de 2010 para trabalhar na VR46, mas voltou à MotoGP para comandar a Suzuki em 2015.

Apesar da saída, Brivio deixa a Suzuki com o futuro relativamente encaminhado, já que os contratos de Mir e Rins foram renovados até 2022.

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