Coronavírus deixa planeta em alerta e põe mundo do esporte em situação inédita

O novo coronavírus mexeu também com o mundo do esporte em 2020. A F1 teve de postergar o GP da China, outrora previsto para 19 de abril. A MotoGP cancelou o GP do Catar, prova que abriria a temporada, e adiou o GP da Tailândia. O futebol também sofre suas consequências, mas a Uefa descartou cancelar a Eurocopa 2020

Os efeitos da epidemia do novo coronavírus, oficialmente batizado como Covid-19, têm sido devastadores em vários aspectos. A doença, que se alastra em proporções poucas vezes vista ao redor do mundo, deixa o planeta em pânico e traz um ar de incerteza a respeito dos rumos que vão ser tomados ao longo do ano. 
 

Além do mais importante, as vidas que são impactadas todos os dias, o novo coronavírus afeta também a economia — provocando, inclusive, uma retração outrora inimaginável à China, país que foi o epicentro global da epidemia. E o mundo do esporte também não escapa ileso ao fenômeno. Muitos grandes eventos foram adiados ou cancelados. Entretanto, as duas maiores competições previstas para 2020, os Jogos Olímpicos de Tóquio e a Eurocopa, seguem oficialmente confirmadas. 

O campeonato europeu de seleções está marcado entre 12 de junho e 12 de julho e será sediado em 12 países, tendo a Itália como palco da abertura do campeonato. Ao menos, já dá para apostar Eurocopa 2020.

O GP da China, marcado para 19 de abril, foi adiado e não há nova data definida (Foto: Getty Images/Red Bull Content Pool)
Antes mesmo de o vírus começar a se alastrar, a China foi palco das primeiras mudanças no cronograma esportivo. A etapa do país no Mundial de F1, prevista para 19 de abril, foi adiada, assim como o eP de Sanya da Fórmula E, que outrora estava marcado para 21 deste mês de março. Seletivas olímpicas, como do badminton, também foram postergadas para o meio do ano.
 
O campeonato chinês de futebol está, por enquanto, congelado, sem previsão do início da liga. Jogos da J-League japonesa e também da Liga Sul-Coreana também se encontram na mesma situação.
 
Ao passo em que o novo coronavírus se alastrou por toda a Ásia e Europa, várias outras competições foram afetadas. Partidas da Liga Europa foram realizadas com portões fechados, enquanto outros jogos da Série A Italiana foram adiados para o meio do ano, como o clássico Inter x Juventus — que pode decidir o campeão da temporada. O campeonato suíço de futebol é outra competição que está interrompida por enquanto.
O GP do Catar de MotoGP foi cancelado uma semana antes da sua realização (Foto: Honda)
Para citar os casos mais recentes, a Volta de Abu Dhabi, tradicional competição de ciclismo que reúne alguns dos maiores nomes da modalidade, foi encerrada com duas etapas restantes para o fim, e os ciclistas foram isolados em um hotel em razão da suspeita de dois atletas italianos estarem infectados com a doença. Por precaução, todos os demais competidores foram submetidos a quarentena.
 
 
A Super Formula japonesa, que já havia cancelado os testes de pré-temporada, previstos para março, decidiu ir além e adiar o início do campeonato, que estava agendado para 5 de abril, em Suzuka. O Japão, aliás, é o palco dos Jogos Olímpicos de Tóquio. Entretanto, ao menos até o momento, o maior evento esportivo do ano segue garantido no calendário e marcado para os dias 24 de julho a 9 de agosto.
Mesmo livre do vírus, o brasileiro Caio Collet foi mais um afetados pela expansão do coronavírus (Foto: Reprodução)
E para completar o cenário de caos que parece não ter fim, três pilotos vinculados à Renault, inclusive o brasileiro Caio Collet, estão em regime de quarentena num hotel de Tenerife, nas Ilhas Canárias, Espanha, por determinação do governo local, uma vez que um dos hóspedes foi diagnosticado com o novo Covid-19. Collet, Hadrien David e Christian Lundgaard, além do diretor da Renault, Mia Sharizman, que estavam na localidade para a execução de treinamento de inverno determinado pela montadora. Contudo, nenhum dos integrantes da comitiva está infectado com a doença.
 
Salvo casos de força maior, como desastres naturais, somente as guerras mundiais foram tão devastadoras a ponto de mexer drasticamente com os ânimos da população, com as economias e, a reboque, também com o esporte.

É impossível prever como vão ser os próximos meses, até porque ainda não se sabe com exatidão como cada país vai reagir à expansão do novo coronavírus. Situação única e sobre a qual o mundo ainda tenta entender como encarar e resolver.

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