GUIA 2025: KTM tenta se salvar da crise financeira com quarteto talentoso na MotoGP

KTM terá Brad Binder, Pedro Acosta, Maverick Viñales e Enea Bastianini com a missão de obter bons resultados em 2025 em uma moto que deve se desenvolver pouco. Além disso, as altas dívidas e a falência batendo à porta são cenários assustadores para a fábrica austríaca

A KTM TEM UM DOS ELENCOS MAIS FORTES E TALENTOSOS DA MOTOGP EM 2025. São poucas as equipes que tem à disposição pilotos como Brad Binder, Pedro Acosta, Maverick Viñales e Enea Bastianini. Porém, a questão financeira ronda a fábrica austríaca como há muito não se via e pode colocar em risco um projeto para os próximos anos.

Carmelo Ezpeleta se diz tranquilo. O diretor-executivo da Dorna, promotora do Mundial de Motovelocidade, reconheceu o momento difícil vivido pela empresa, mas revelou que as tratativas para renovação do contrato de participação já começaram. Ainda assim, na em uma reunião recente com credores, a saída do certame foi colocada como alternativa para cortar gastos.

Pierer Industrie AG, dona indireta da KTM, conseguiu evitar a insolvência após passar por um processo de reestruturação. A proposta de estender os prazos de pagamento em dois anos por meio de títulos vencidos e notas promissórias ao invés de liquidar o montante de forma imediata foi aprovada em uma audiência na Áustria. E, assim, 68,69% das as dívidas poderão ser pagas até dezembro de 2026 e o restante até dezembro de 2027.

No caso da KTM em si, porém, a proposta de reestruturação depende de uma audiência marcada para esta terça-feira (25). E caso a oferta seja rejeitada, o administrador do processo de autoadministração vê a falência como a única alternativa.

Pedro Acosta, Brad Binder, Enea Bastianini e Maverick Viñales (Foto: Sophie Fleischer/KTM)

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O total das dívidas da fabricante de Mattighofen está na casa dos € 2 bilhões (aproximadamente R$ 12 bilhões), com 1.170 credores, incluindo bancos, fornecedores e pequenos comércios. Além disso, a empresa acumula 2.500 reivindicações de funcionários.

Neste cenário assustador, fica difícil dizer do que a KTM será capaz no campeonato. Mais do que isso, se esse for realmente o último ano no grid da categoria, para onde iriam seus pilotos, já que a grande movimentação do mercado ficou para a temporada passada e há pouquíssimas vagas disponíveis?

Um talento como de Acosta, que já mostrou a que veio em 2024, não deve ser brecado com um ano fora da MotoGP. E Bastianini, outro bom piloto que estaria disponível para transferência, onde se encaixaria? Com a falta de investimento e de grana para o desenvolvimento, fica muito difícil de repetir o vice-campeonato de construtores como no ano passado.

Predicados dentro da pista não faltam para os pilotos e, quem sabe, sejam suficientes para tirar “leite de pedra” de uma moto que mostrou ser consumidora voraz de pneus na pré-temporada, mesmo com o quarto lugar do “Baby Shark” nas atividades.

“Tivemos de trabalhar muito duro para deixar tudo pronto, e conseguimos. Fomos rápidos, mas temos de analisar sobre o desgaste ao longo da corrida”, analisou o líder do projeto da RC16, Sebastian Risse

Além do esquadrão mais forte da história da fábrica na MotoGP, a KTM tem outro ativo importante em 2025: a chegada de Aki Ajo. ‘Midas’ do Mundial de Motovelocidade, o veterano finlandês fez um trabalho primoroso com a equipe homônima nas classes menores e agora chega para tentar colocar aquele necessário toque de ouro também na classe rainha.

Se a grana permitir, a KTM já mostrou em inúmeras outras categorias que tem a capacidade de ser uma equipe vencedora. Mas o gigantismo da dívida deixa no ar as possibilidades para 2025.

MotoGP volta às pistas neste fim de semana, com o GP da Tailândia, em Buriram, abertura da temporada 2025 O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.

Confira o Guia da MotoGP do GRANDE PRÊMIO (Arte: Thiago Rocha)

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