Confira declarações dos pilotos após sexta-feira de treinos para GP da Turquia

Max Verstappen liderou o dia na Turquia, mas o que se destacou, de fato, foram os comentários dos pilotos sobre o asfalto do circuito de Istambul: falta aderência e (quase) ninguém gostou

Duas “coisas em comum” ocorreram nesta sexta-feira (13) de treinos livres para o GP da Turquia. A primeira foi que ambas as sessões tiveram Max Verstappen como líder; a segunda, é que os pilotos não fugiram do assunto asfalto em suas declarações.

É que faltou aderência na pista de Istambul e todos sentiram isso -a maioria não curtiu, mas houve quem fosse contra a corrente. O que eles todos pensaram e analisaram, o GRANDE PRÊMIO traz abaixo.

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Charles Leclerc foi uma surpresa positiva (Foto: Beto Issa)
Confira as declarações:

Max Verstappen, primeiro: Verstappen lidera, mas reclama de asfalto na Turquia: “Muito pior que Portimão

Charles Leclerc, segundo: Leclerc se diverte em 2°, mas diz “não aprender muito” com pista escorregadia da Turquia

Valtteri Bottas, terceiro: Bottas vai na contramão e diz que curtiu dia de pouca aderência na Turquia

Lewis Hamilton, quarto: Hamilton vê dia desastroso e define asfalto de Istambul como “merda com M maiúsculo”

Alexander Albon, quinto: Após sexta-feira do GP da Turquia, Albon vê asfalto “como um ringue de patinação”

Alex Albon foi um dos destaques da sexta-feira (Foto: Beto Issa)

Daniil Kvyat, sexto: “Acho que tivemos uma sexta-feira produtiva. Completamos nosso programa e fizemos tudo o que tínhamos de fazer. Conseguimos ter um dia decente em uma pista nova para nós. É bem peculiar e as condições eram ruins, mas fomos aprendendo e tentando entender como tornar o carro mais rápido nestas condições. É a minha primeira vez correndo aqui e a pista é bem legal. Uma pena a falta de aderência. Vamos trabalhar de noite para maximizar a performance do carro para amanhã”.

Pierre Gasly, sétimo: “Foi um choque ver o quanto a pista estava escorregadia, mas foi um dia divertido para se pilotar nestas condições. Não é normal pilotar em uma pista com pouquíssima aderência. Acho que precisamos revistar e analisar o que queremos fazer com a configuração e estratégia do fim de semana e trabalhar com isso. A performance até aqui parece boa, mas é complicado, precisamos aproveitar tudo para ser competitivos”.

Sebastian Vettel, oitavo: 8º, Vettel segura empolgação da Ferrari após sexta-feira em Istambul: “Cedo demais”

Lance Stroll, nono:  “Foi uma experiência incrível visitar o Istanbul Park pela primeira vez, mas foi também muito desafiador. É um novo asfalto, muito fresco, o que torna tudo desafiador pela falta de aderência. Não espero que isso melhor muito durante o fim de semana, o que significa que o desafio vai continuar. Todo mundo está no mesmo barco, então é uma questão de se acertar com a pista. Estou ansioso para ver como será amanhã. A classificação vai ser questão de entender a melhor estratégia e como entender melhor os pneus mais duros. Vamos analisar tudo e voltar mais fortes.”

Lando Norris, 10°: “Foi um dia desafiador, mas divertido por ser diferente. Foi difícil entender a pista e conseguir uma boa sequência de voltas. Foi divertido porque é difícil pilotar sempre saindo de frente ou de traseira, mas é muito difícil acertar uma volta em cheio. Vai render um fim de semana interessante. Precisamos evoluir ainda e esse é o nosso foco.”

O aniversariante Lando Norris passa por Carlos Sainz, que abandonou o TL1 (Foto: Beto Issa)

Sergio Pérez, 11°:  “Foi muito desafiador, tanto pelas temperaturas baixas quanto pela falta de aderência. Caminhamos ontem na pista e era como caminho em um piso de mármore, como a cozinha de casa. Estava escorregadio e acho que será assim no fim de semana inteiro. É uma pena não ter o impacto completo de uma volta aqui. É uma volta desafiadora em uma pista ótima, mas acredito que ainda será um fim de semana empolgante.”

Esteban Ocon, 12°: “Foi um dia desafiador, mas que terminou de forma positiva. Melhoramos nossa performance, o que é bom e não é tão simples. Foram as condições mais desafiadores que eu já entrei, estava escorregadio demais. Eu diria que é comparável com andar de intermediários, só que eram slicks. É um novo território, e é por isso que ainda temos muito o que aprender. Nossa simulação de corrida foi boa. A pista é incrível e, tomara, teremos mais aderência para acelerar mais.”

Antonio Giovinazzi, 13°: “A pista é muito boa, mas as condições eram muito, muito escorregadias. Foi muito difícil encaixar uma volta. Talvez tenha sido o pior dia em um carro de F1, mas foi a mesma coisa para todo mundo. Amanhã pode ser ainda pior, caso chova ou faça mais frio. Veremos o que acontece. As primeiras voltas foram muito difíceis, com o TL2 um pouco melhor. Essas condições podem ser uma oportunidade, tudo pode acontecer. Precisamos ficar ligados.”

Carlos Sainz, 14°:  “Não foi a sexta-feira ideal. Foi uma frustração perder tempo de pista em um TL1 importante, com condições de pista desafiadoras em um asfalto recapeado. Tivemos de reagir no TL2. Não tive as melhores voltas com os macios, mas os tempos melhoraram pela evolução da pista. O asfalto é estranho por enquanto, mas isso só aumenta a empolgação para quem se encaixar bem. Estou ansioso para amanhã.”

Daniel Ricciardo, 15°: “Como um todo, diria que foi um dia desafiador para nós. Não tínhamos aderência alguma e, mesmo com a pista emborrachando um pouco durante a tarde, não estávamos tão rápidos quanto se esperava. Não senti aderência nessa pista tão legal, o que é uma pena. Conseguimos melhorar no fim do TL2, então terminamos de forma positiva e, tomara, em boa posição para melhorar amanhã.”

Ricciardo fechou a sexta-feira apenas em 15º (Foto: Renault)

Kimi Räikkönen, 16°:  “As condições de pista foram o maior desafio nessa manhã, apesar de que conseguimos fazer tudo que queríamos. O dia não foi muito quente, os pneus são duros e o asfalto é novo, e essa combinação torna tudo muito escorregadio. Ainda é difícil ter uma sensação real no carro, apesar de que foi promissor acompanha a evolução volta após volta. Claro, pode chover amanhã e nós já vimos que as coisas podem ficar bem escorregadias com esse tipo de asfalto.”

George Russell, 17°: “Foi incrível, já mais experimentei algo como isso em um carro. Espero que a pista ganhe mais borracha amanhã, vai ficar mais rápida e com mais aderência, porque não foi divertido. É uma grande janela de oportunidades para todos caso se acertarem rápido. Tivemos problemas com pneus no TL1, mas fiz eles funcionarem no TL2. O carro estava bom e nosso ritmo com tanque cheio era forte”.

Romain Grosjean, 18°: “O mínimo que podemos dizer é que estava escorregadio. É esperado com um asfalto novo. Sofremos com esses pneus. Andei com duros nessa tarde e fiquei quase 5s mais lento que o Kevin [Magnussen] com médios. Acho que não vamos encostar nesses pneus no resto do fim de semana. A pista melhorou, mas só há um traçado possível. Isso vai dificultar ultrapassagens, porque fora do traçado a aderência é aquela que vimos nessa manhã. A chuva pode mudar isso, pode melhorar ou piorar. Só que, quanto mais complicado fica, mais oportunidades surgem para uma equipe como a Haas.”

Kevin Magnussen, 19°:  “As condições foram muito extremas nessa manhã. Algumas partes da pista estavam úmidas, mas nunca senti tão pouca aderência em pista seca. Foi louco, mas legal ter essa experiência. É um novo desafio. A aderência melhorou com o passar do dia e com mais borracha na pista, mas ainda não está nem perto do nível que teríamos normalmente. Provavelmente vai ser um fim de semana muito escorregadio, ainda mais ser outras categorias correndo. Pode ser caótico, ainda mais saindo da trajetória para ultrapassagem.”

Nicholas Latifi, 20°: “Foi bem complicado com as condições únicas. Sempre imaginei como seria pilotar um carro de Fórmula 1 no gelo, e não precisei ir até a Finlândia para descobrir. No geral, foi um dia divertido, não havia uma volta que não parecia que você tinha que trabalhar constantemente. Em termos de configuração e direção, precisamos levar tudo com uma pitada de sal pois a pista vai continuar melhorando e já vimos as melhorias que fizemos entre FP1 e FP2 e isso vai continuar enquanto a pista ganhar borracha. Temos de ver nosso trabalho para entender como vamos gerenciar, equilibrar e o quanto reagimos ao que sentimos hoje em relação ao que antecipamos”.

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