GUIA 2021: F1 tenta se adaptar à pandemia e promove longo calendário com 23 corridas

Com 23 corridas, estreias e incertezas quanto a realização de algumas provas por conta da pandemia, Fórmula 1 divulga calendário de 2021 mirando temporada com número recorde de provas

2020 foi um ano atípico para todo o mundo por conta da pandemia do novo coronavírus. E as principais categorias esportivas do planeta não ficaram de fora deste problema. Umas criaram bolhas, reformularam regulamentos e calendários, e a Fórmula 1, que depende de viagens e mais viagens ao redor do globo, foi duramente afetada. Provas foram canceladas, etapas adiadas e corridas em circuitos antes esquecidos foram acrescentadas ao calendário improvisado, que proporcionou gratas surpresas nas pistas, se não com o já esperado heptacampeonato mundial de Lewis Hamilton, mas com a vitória de Pierre Gasly em Monza e a de Sergio Pérez no anel externo de Sakhir.

2021 chega, e a categoria ainda vive sob a incerteza de como será seu campeonato, uma vez que a pandemia segue. Mesmo assim, os chefes da Fórmula 1 elaboraram um calendário com 23 etapas, incluindo corridas na Ásia, Oceania e América. A pré-temporada, normalmente realizada em Barcelona, aconteceu em Sakhir, no Bahrein, onde a etapa inaugural do campeonato acontecerá no dia 28 de março.

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A tradicional prova de abertura, que comumente acontece na Austrália, foi adiada para novembro. Enquanto isso, a Holanda e a Arábia Saudita estreiam em setembro e dezembro, respectivamente. A pandemia do novo coronavírus ainda ronda o paddock da Fórmula 1 de forma bem presente, portanto. Novos tempos em uma nova realidade, em que os protocolos de segurança seguem no campeonato – o Bahrein, inclusive, chegou a oferecer vacinas aos membros de equipes e pilotos, alguns aceitaram, como Ferrari e AlphaTauri. Um novo respiro para a F1, que até planeja ter público no segundo semestre de 2021, devido ao avanço da vacinação em muitos países.

Quanto às novidades, a Holanda vai enfim reinaugurar o circuito de Zandvoort. Existe uma compreensível ansiedade para ver o mar laranja de torcedores de Max Verstappen, porém é grande a possibilidade de portões fechados, como já vai acontecer com a corrida em Ímola, em abril. Já a Arábia Saudita, que estreia em dezembro, com a propaganda de ter o ‘circuito de rua mais rápido do calendário’. Acontece que o evento já nasce envolto em críticas, devido aos protestos que caem sobre o país, que abertamente promove guerras no Iêmen e comete uma série de desrespeitos aos direitos das mulheres. Inclusive, 45 organizações humanitárias já pediram a Lewis Hamilton que use sua influência para boicotar o evento.

Traçado do circuito de Zandvoort, na Holanda, que estreia em 2021 na Fórmula 1. (Foto: Reprodução)

Provas tradicionais que foram canceladas em 2020 vão voltar ao calendário, como é o caso de Mônaco, França e Azerbaijão, na Europa. A tradicional parte asiática da temporada retorna com os GPs em Singapura e Japão. E as Américas, que não receberam nenhuma corrida no ano passado, tem a confirmação de Canadá, Estados Unidos, México e Brasil.

Se por um lado a Fórmula 1 dá alguns passos rumo à normalização de suas atividades, também segue com dúvidas em seu calendário e vê o brilho da “maior temporada de todos os tempos” sofrer com a pandemia. Cancelamentos ainda podem acontecer, devido às novas cepas e ondas da doença.

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A Fórmula 1 no Brasil

Com a pandemia, cenas do tipo em Interlagos vão demorar a se repetir. (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)

Por 46 anos, entre 1973 e 2019, de forma ininterrupta, o Brasil recebeu um GP da Fórmula 1. Seja como etapa inaugural do calendário, etapa derradeira ou apenas na parte final do calendário, tanto o extinto autódromo de Jacarepaguá como Interlagos serviram de palco para a principal categoria do automobilismo mundial. Em 2020, sem condições sanitárias para se realizar a prova, a corrida foi cancelada. Para 2021, o GP do Brasil está confirmado para acontecer entre os dias 5, 6 e 7 de novembro, no circuito paulistano. Só que as condições da Covid-19 no Brasil ainda seguem descontroladas.

Com uma média móvel diária de 493 mortes no estado de São Paulo, o governo decretou novas restrições e retrocesso no plano de combate à doença. No momento da publicação deste texto, para evitar a propagação da doença, eventos esportivos estão suspensos no estado e um toque de recolher está vigorando na capital paulista entre às 20h e às 5h.

Ao que tudo indica, com um quadro de uma segunda onda avançando sobre o Brasil, aliado ao fato de que ainda apenas 5,58% da população está vacinada contra a doença, é razoável que haja uma preocupação quanto à realização da prova brasileira.

Enquanto isso, a Fórmula 1 se prepara para iniciar as corridas em solo barenita no dia 28 de março. O país do Oriente Médio foi palco da pré-temporada da categoria e abrirá os trabalhos de uma temporada que promete ser histórica, mas que vê a pandemia pronta para atrapalhar mais uma vez os planos da Fórmula 1.

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