GUIA 2021: Leclerc tem missão de liderar renovada Ferrari e manter Sainz sob controle

Desde 2019 na escuderia italiana, Charles Leclerc coleciona bons resultados e ótimo respaldo da equipe para ser o grande nome do presente e a aposta certeira para o futuro da escuderia

  

Há duas temporadas na Ferrari, Charles Leclerc já deixou para trás o rótulo de promessa. Hoje, o monegasco é a realidade da equipe italiana e o líder nas garagens vermelhas. Na seca de títulos entre os Construtores desde 2008 e de Pilotos desde 2007, a equipe de Maranello busca voltar aos trilhos a partir de 2021, com um carro renovado. Também visa 2022 e o novo regulamento como um renascimento das cinzas. E tudo isso passa pelas mãos de Charles.

O jovem, que chegou com ótimos resultados em 2019, com duas vitórias e dez pódios, provou no ano passado que possui total capacidade de se transformar na nova lenda ferrarista. Em 2020, no pior ano da escuderia nos últimos 40 anos, Leclerc conseguiu ser o melhor piloto da equipe, terminando o campeonato em oitavo, vendo o preterido Sebastian Vettel alcançar apenas um fraco 13º posto.

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Falando em Sebastian, o ex-parceiro de Leclerc é uma peça fundamental para entender a dimensão que a Ferrari dá ao monegasco, que desde que assumiu a vaga em 2019 é tratado como joia. Porém, aos olhos da Ferrari, a joia se lapidou rapidamente, e o brilho foi tamanho que ofuscou um tetracampeão mundial, que acabou fora do time. 

Já no primeiro ano, Leclerc brigou com Vettel pelo destaque. Protagonizaram cenas de disputas ferrenhas nas pistas, como o abandono duplo no GP Brasil em 2019, além das discussões de bastidores que deixavam claro a todos: o novato queria ser o centro das atenções, não se contentaria com menos. E a Ferrari, desiludida com o parco desempenho geral do alemão, acatou o pedido. A corda rompeu-se para o lado mais fraco, e Seb deixou a equipe. Caminho livre para o jovem piloto, que ainda viu Carlos Sainz ser contratado para a segunda vaga.

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Sebastian Vettel e Charles Leclerc trocaram capacetes após GP de Abu Dhabi (Foto: Reprodução)

Agora, com todas as mudanças executadas, fica claro o plano ferrarista de construir um projeto vencedor em torno do prodígio. O futuro da escuderia italiana está atrelado ao futuro da nova estrela do grid, apontada por muitos como um futuro campeão mundial, que precisa apenas de ajustes para ser o melhor do mundo em uma temporada.

Além do amadurecimento necessário para obter o título, Leclerc mostra precisar de ajustes em alguns pontos para de fato ser esse grande campeão. Primeiramente, algumas decisões em pista precisam ser mais centradas e utilizadas de forma dosada. Arrojado como é, Leclerc passa por um processo semelhante ao qual Max Verstappen atravessou nos últimos anos, transformando a vontade em ultrapassar em movimentos cirúrgicos, para que a cada ‘enxadada venha uma minhoca’, em um português simplório.

Ou seja, para que cada tentativa de ultrapassagem ou de manobra, resulte em algo positivo para o monegasco. Pontos como administração de corridas e principalmente campeonatos virão com o tempo. Mas, no momento, para uma equipe que briga por um lugar no meio do pelotão- doa ao ferrarista que doer-, o cuidado e o pensamento no plano completo deve ser melhor executado pelo monegasco, que de forma alguma, pode repetir a trapalhada, que por exemplo, custou a permanência dele e de Vettel no GP da Estíria, no último ano.

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Claramente, para um piloto experiente, apesar da pouca idade, os ajustes finos virão de forma natural. E a grande preocupação de Charles e de todos que esperam o título dele, é o desenvolvimento da Ferrari.

Em 2020, ainda no meio do campeonato, o pouco convincente Mattia Binotto, chefe da equipe italiana, afirmou ter largado mão da temporada enfadonha de 2020 para focar em 2021. O péssimo carro da Ferrari, que lutava em retas e sofria com a punição da FIA em seus motores limitadíssimos, obteve o pífio sexto lugar no Mundial de Construtores, e toda a pressão se caiu em 2021, que começou com resultados aceitáveis, mas nada empolgantes, na pré-temporada. Eis que Binotto recicla seu discurso e afirma que o foco mesmo é em 2022, com o novo regulamento, com a oportunidade real e clara de mudança.

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Charles Leclerc revelou que se dá bem demais com Carlos Sainz (Foto: Scuderia Ferrari)

2021 bate a porta, e não adianta a ilusão de acreditar que a Ferrari irá melhorar da água para o vinho. Os maiores ganhos serão no tempo, visto que o dirigente mesmo já disse que o foco é 2022, e no clima, que segundo Leclerc, está mais agradável do que o estranho clima de 2019 e 2020 com Vettel.

Não poderia ser diferente. Sainz tem a missão clara e óbvia de ser o escudeiro de Leclerc, que hoje é a realidade da Ferrari em busca de algo a mais na categoria, e que no futuro próximo, será o grande nome para recolocar a equipe no caminho das vitórias.

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