GUIA 2021: Russell quer Mercedes, mas antes tem de carregar Williams em reconstrução

Enquanto a transferência para a Mercedes parece uma questão de tempo, George Russell entra em 2021 como a peça fundamental para tirar a Williams, de nova administração, do buraco

A Fórmula 1 divulgou uma simulação de volta no mais novo circuito de rua da Fórmula 1, Jidá, na Arábia Saudita (Vídeo: Fórmula 1)

Foram apenas duas temporadas e na pior equipe da Fórmula 1, mas George Russell já se tornou um dos pilotos mais falados do grid. Aos 23 anos de idade, o inglês segue na Williams em 2021, com a missão de carregar a reconstrução do time, mas de olho mesmo no cockpit da Mercedes, na qual brilhou no GP de Sakhir de 2020.

Campeão da Fórmula 2 em 2018, à frente do então favorito Lando Norris, Russell impressionou pela disparidade de nível que teve em relação aos companheiros de equipe Robert Kubica e Nicholas Latifi nos últimos dois anos, mas tamanha diferença interna não impactou nos domingos. A Williams viveu um calvário, se arrastou e não permitiu com que o inglês alcançasse os pontos.

É certo que Russell desperdiçou chances e foi criticado, como no GP da Emília-Romanha passado, quando era o décimo colocado até bater sozinho no período de safety-car, mas bastou a chance de correr pela Mercedes em Sakhir que as cobranças diminuíram e o verdadeiro potencial do piloto em um carro competitivo foi provado. Andou em ritmo intenso, deu um baile em Valtteri Bottas, e só não saiu com a vitória pelo erro no pit-stop e o pneu furado.

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George Russell acumulou mais de 150 voltas na pré-temporada (Foto: Williams)

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Porém, é hora de George encarar a realidade atual, que é de reconstruir a Williams. A equipe foi vendida em 2020 ao grupo Dorilton Capital, que promoveu intensas mudanças internas, com a chegada de Simon Roberts para o posto de chefe de equipe, além de Jost Capito, ex-McLaren, como novo diretor-executivo. A esperança é de sair do limbo e voltar aos pontos, algo que não acontece desde o GP da Alemanha de 2019.

“Já estive em situações assim algumas vezes. Eu sempre tento achar algo para melhorar. Nunca vou para um lugar que já tem tudo andando bem e que não pode melhorar. Você precisa primeiro de um projeto, com planos de longo, médio e curto prazo. Você detalha onde quer chegar com a equipe e quais são os passos até chegar lá. Não há milagres, não há balas de prata. É questão de disciplina e de trabalho pesado”, destacou Capito, que sabe que o processo de reconstrução do time de Grove vai demorar.

Ao mesmo tempo em que existe esperança no inglês, a própria Williams reconhece que o talento de Russell é tão imenso que pode não caber no time no futuro. Membro da academia da Mercedes, a ida de George para Brackley é praticamente questão de tempo, especialmente pensando que o heptacampeão Lewis Hamilton já está no estágio final da carreira, e a equipe campeã quer um substituto à altura.

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“Já estive em situações assim algumas vezes. Eu sempre tento achar algo para melhorar. Nunca vou para um lugar que já tem tudo andando bem e que não pode melhorar. Você precisa primeiro de um projeto, com planos de longo, médio e curto prazo. Você detalha onde quer chegar com a equipe e quais são os passos até chegar lá. Não há milagres, não há balas de prata. É questão de disciplina e de trabalho pesado”, afirmou Russell, que reconhece que sonha com a chance na Mercedes.

Russell tem o direito de sonhar em ir da lama ao sucesso na Fórmula 1, mas a missão de 2021 é a mesma dos anos anteriores: dar o máximo para tirar a Williams do buraco que se enfiou ao longo dos últimos anos.

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