Perda de patrocínio e pandemia: os “pregos do caixão” para venda da Williams

A Williams foi vendida a Dorilton Capital em agosto de 2020 - meses após uma sequência de situações complicarem demais a vida de Claire Williams e sua equipe

“Cansada e se arrastando”, Claire Williams decidiu vender a equipe da família em agosto do ano passado. Mas os motivos pessoais não foram os únicos – afinal, o mundo em 2020 tomou rumos inesperados.

Com a pandemia do coronavírus, a Williams sofreu muito. E não só: o detalhe é que a crise mundial se somou ao fato da equipe perder a patrocinador principal. Neste momento, Claire se viu sem solução.

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Claire Williams (Foto: Williams)

A empresa chinesa ROKiT, que atua tanto no setor de tecnologia – smartphones e telemedicina – como também no ramo de bebidas, por meio da ROK Drinks, deixou a Williams em maio, e a equipe se viu em situação complicada.

“No começo do último ano, pensávamos ter passado pela má fase. Mas aí veio a saída do patrocinador principal, que nos tirou muito dinheiro do orçamento. E chegou a pandemia”, contou a filha de Frank ao site Race Fans.

“Foi tipo, meu Deus, sério, acabamos de passar por dois anos muito difíceis, achávamos que isso havia acabado, colocamos a equipe de volta onde queríamos, sentíamos o progresso… E estávamos um segundo, um segundo e meio mais rápidos em muitos circuitos”, continuou.

“E isso às custas de muito trabalho duro, que mostrava que estávamos dando um passo à frente. Mas veio a perda do patrocínio, a pandemia, e ambos foram os pregos no caixão”, completou Claire.

A escuderia britânica acabou por anunciar, no dia 21 de agosto de 2020, que foi vendida para a Dorilton Capital – uma empresa de investimentos sediada em Nova Iorque, nos Estados Unidos, que atua em setores como saúde, engenharia e manufatura. A venda da Williams contou com apoio total da diretoria da empresa, incluindo Frank Williams.

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