Primeiro neto de piloto e família recordista: as marcas alcançadas com Fittipaldi na Haas

Pietro Fittipaldi se tornará, em Sakhir, o quarto membro da família Fittipaldi a disputar uma corrida de Fórmula 1: um recorde iniciado com o bicampeão Emerson

A manhã desta segunda-feira (30) começou com uma quebra de seca na Fórmula 1: no próximo final de semana, o Brasil volta a ter um piloto na categoria após quase três anos, com a confirmação da Haas de que Pietro Fittipaldi substitui Romain Grosjean, que passou por assustador acidente no GP do Bahrein. Mas, além disso, há outras marcas alcançadas.

Tais situações envolvem a família do novo piloto da Haas: não só esta passa a ser a primeira com quatro membros a disputar ao menos uma corrida de F1, como o jovem de 24 anos se torna o primeiro neto de um ex-piloto a correr na categoria.

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Pietro Fittipaldi vai disputar o GP de Sakhir (Foto: Xavi Bonilla)

Esta segunda parte, claro, significa que Emerson Fittipaldi, bicampeão mundial, é quem verá seu neto na pista. Nenhum outro piloto viu alguém de duas gerações familiares abaixo alcançar a mesma condição de piloto da principal categoria do automobilismo no planeta.

E se Emerson é o primeiro Fittipaldi, enquanto Pietro é o quarto, outros dois se somam e tornam a família a primeira com quatro: são eles Wilson Fittipaldi, irmão de Emerson, e Christian Fittipaldi, filho deste último.

Em termos de largadas, Emerson as realizou 144 vezes na Fórmula 1, Wilson em 35 provas, e Christian, em 40. Largando em Sakhir, Pietro aumenta a soma da família para 220 GPs.

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O caminho de Pietro

Irmão de Enzo Fittipaldi, que neste ano disputou a Fórmula 3, Pietro será o 32º piloto brasileiro a fazer parte de uma prova do Mundial de Fórmula 1. A última vez que um competidor tupiniquim participou de um GP da principal categoria do automobilismo mundial foi Felipe Massa, que fez sua última prova e se despediu da F1 no GP de Abu Dhabi de 2017.

A última corrida disputada por Pietro Fittipaldi foi na etapa de Buriram da Fórmula 3 Asiática, em fevereiro de 2020. O piloto começou sua carreira correndo nas divisões de base da Nascar nos Estados Unidos e mudou seu foco para o automobilismo europeu em 2013, quando passou a correr na F4 Inglesa.

No ano seguinte, foi campeão da F-Renault inglesa e, em 2015, disputou a Fórmula 3 Europeia pela Fortec. Fittipaldi também correu e foi campeão do MRF Challenge, campeonato de base que é disputado no Oriente Médio e na China, antes de seguir com a Fortec para a antiga World Series by Renault, chamada também de Fórmula V8.

Na categoria, já em fase decadente, Fittipaldi conquistou o título da temporada 2017, garantindo a maior parte dos pontos da superlicença que hoje o permite a chance de estrear na Fórmula 1.

Pietro Fittipaldi enfim ganha chance na F1 (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)

Fittipaldi chegou a fazer um dia de teste com a Jaguar na Fórmula E antes de ingressar no radar da Haas a partir de 2018, quando teve a chance de fazer seu primeiro teste com um carro de Fórmula 1. Naquele ano, Pietro se dividiu entre várias categorias, fazendo seis corridas pela Dale Coyne na Indy, uma etapa da Super Formula Japonesa.

Também em 2018, Fittipaldi sofreu um grave acidente durante os treinos para as 6 Horas de Spa-Francorchamps da supertemporada 2018/19 do Mundial de Endurance, quando pilotava o LMP1 da equipe Dragon Speed.

Na sequência da sua carreira, já como piloto reserva da Haas, Fittipaldi teve seis dias de testes pela equipe norte-americana em 2019, além de disputar toda a temporada do DTM pela equipe WRT, vinculada à Audi, tendo marcado 22 pontos e finalizado o campeonato em 15º lugar.

Agora, em 2020, Fittipaldi tem uma inesperada chance de finalmente realizar o sonho de disputar uma prova do Mundial de Fórmula 1.

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