Canet aponta discriminação com tatuagens por rejeição de equipes da MotoGP

Arón Canet desabafou sobre a discriminação que passa no Mundial de Motovelocidade por conta de suas tatuagens. Alguns pilotos da MotoGP também comentaram sobre isso

Em todas as categorias do esporte a motor, os pilotos encontram percalços para chegar às grandes categorias. Normalmente, a questão é financeira, mas há outros empecilhos nas entrelinhas. Arón Canet aponta que, por ter o corpo tatuado, é mais difícil dar, enfim, o último passo: chegar à MotoGP. E ele explica que a discriminação por ter tatuagens é forte dentro e fora do paddock.

Cada vez que o espanhol subiu ao pódio ou conquistou uma pole-position, ele usou uma gravata borboleta de madeira no pescoço. Canet disse que revelaria o motivo quando sua primeira vitória chegasse. Contudo, como ainda não aconteceu, ele decidiu explicar.

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“É uma mensagem para algumas pessoas dentro e fora do paddock, que comentam isso ou aquilo sem me conhecer e de forma discriminatória só por causa das minhas tatuagens. Vocês não são melhores ou piores funcionários por terem tatuagens”, disse ele, em entrevista ao jornal madrilenho AS.

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Arón Canet falou sobre o preconceito com suas tatuagens (Foto: Flexbox)

“Estava negociando com vários times de diferentes categorias e alguns deles me rejeitaram porque eu tinha tatuagens. Fora do paddock também comentam coisas sem me conhecer, apenas por causa da minha imagem”, acrescentou.

O tema também foi abordado com os pilotos da classe rainha. Francesco Bagnaia se mostrou até mesmo indignado. Já Aleix Espargaró comentou que ainda é uma realidade pela qual os competidores têm de passar, mas está ao lado de Canet.

“É muito estranho que neste momento, no ano de 2022, isso seja um problema. Não significa nada ter muitas tatuagens. Parece estranho para mim que uma equipe rejeite você por ter tatuagens”, analisou Pecco.

“É triste, mas é a realidade. É como negar o racismo. O racismo existe, infelizmente, e hoje em dia a imagem é muito importante. Arón diz que não era nem pior, nem melhor piloto quando não tinha nenhuma tatuagem, e isso é um bom reflexo, mas estou numa equipe de fábrica da MotoGP, sei como agem os dirigentes das grandes multinacionais. Goste ou não, é algo que tem influência, mas estou 1000% ao lado do Canet”, destacou Aleix.

O piloto de Corbera estreou no Mundial em 2016, pela Moto3, e subiu para a Moto2, em 2020. Soma quatro poles e 12 pódios. O GP da Tailândia, 17ª etapa da temporada 2022 da MotoGP, está marcado para o próximo domingo (2), com cobertura completa do GRANDE PRÊMIO.

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