Estagnado, Petrucci sofre na Tech3 e inicia dura missão de seguir na MotoGP em 2022

Depois de anos na Ducati, Danilo Petrucci mudou-se para a KTM, mas sofre muito para conseguir bons resultados na equipe Tech3. Por isso, agora possui apenas metade da temporada para sustentar sua vaga no grid da MotoGP em 2022

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Depois de seis temporadas na Ducati, sendo duas na equipe de fábrica, Danilo Petrucci foi dispensado pelo time no fim de 2020 e acertou-se com a Tech3, para correr com motos KTM na temporada 2021. A expectativa era alta depois das duas vitórias obtidas pela escuderia no ano passado, mas o que se vê neste campeonato é uma grande decepção.

Até o momento, depois de nove etapas, conseguiu um top-5, na França, e outro top-10 na Itália. Pouco para quem esperava brigar por bons resultados com frequência. O que se vê, porém, é um Petrucci que normalmente ocupa as últimas posições do grid e raramente pontua. Por isso, não passa do 17º lugar, com 26 tentos obtidos.

O primeiro contato de Danilo com a moto RC16 já apresentou um desafio incômodo. Com 1,81 metro, o italiano é um dos pilotos mais altos grid e um dos mais pesados, com 80 kg. A combinação o deixou claramente lento em retas já nos testes de pré-temporada.

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“Perco três décimos em relação às outras KTM na reta principal. Provavelmente, devido ao meu tamanho, fizemos uma configuração demasiadamente extrema. Infelizmente, a RC16 é muito pequena para mim: vi algumas fotos e parece que sou um piloto de Moto3. Também me custa manter o vácuo e este é um grande problema para a corrida, especialmente se a reta é longa, como em Losail”, brincou.

Outra grande dificuldade foi o desgaste de pneus. “Nas freadas, as sensações eram boas, mas isso me levava a entrar nas curvas com velocidade excessiva, e os pneus superaqueceram desde a terceira volta”, pontuou após a segunda corrida da temporada.

Com o desempenho ruim e a ascensão de protegidos da KTM na Moto2, Remy Gardner e Raúl Fernández, Petrucci ficou em uma situação complicada para a próxima temporada e constantemente colocado na mira como um dos pilotos para deixar o grid. No ano que vem, a Tech3 já confirmou a presença de Gardner, líder da classe intermediária do Mundial, mas a outra vaga segue indefinida.

Apesar disso, Petrucci não amoleceu e se manteve firme nas declarações de que pretendia seguir na montadora austríaca. “Gostaria [de continuar com a KTM] porque é só minha primeira metade de ano com essa moto, então ao menos queria começar uma nova temporada já conhecendo o equipamento e focado na performance. Mas ainda não conversei com a KTM, acho que vamos esperar até o fim do mês. Sinceramente, não estou assustado com isso, a decisão não depende de mim. Neste momento, não posso fazer nada, só andar o mais rápido possível”, afirmou.

Danilo Petrucci vê KTM como única opção para seguir na MotoGP (Foto: Divulgação/MotoGP)

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“Ainda não tive conversas com outras equipes. O futuro está em minhas mãos porque quero ser rápido, porque posso ser rápido. Eu sei que isso é possível, mas, no momento, estou sofrendo um pouco. Mas vamos dizer que tenho apenas um objetivo: seguir na KTM. Se isso não acontecer, não acho que vou para o Superbike. Sinceramente, ainda nem pensei”, seguiu.

O italiano chegou até mesmo a colocar o Dakar como uma possibilidade. Seu atual chefe, Hervé Poncharal, não descartou a chance de ter dois novatos na Tech3 na próxima temporada. “É muito cedo para dizer, mas está tudo aberto. Somos ambiciosos, estamos dispostos a ter um line-up muito forte na Red Bull KTM em 2022, então estamos conversando, assistindo e esperando um pouco”, opinou.

A KTM parece seguir a estratégia de outras montadoras, como a Ducati, e investir em pilotos jovens nos times principais e satélites. Sendo assim, a vaga de Petrucci está muito ameaçada pelo talentoso e jovem Raúl Fernández. Resta para o italiano um bom rendimento na metade final da temporada 2021.

Mas pelo que vemos até aqui na Tech3, Danilo vai precisar tirar coelhos da cartola se quiser seguir na MotoGP. Para o próximo ano, restam apenas seis vagas, o jogo está se fechando e um piloto de 30 anos que vive longe das vitórias e glórias há um tempo talvez não seja a procura mais desejada do grid.

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