Diretor diz que renovar contrato de Bagnaia antes do GP do Catar é “objetivo” da Ducati

Diretor-geral da Ducati Corse, a divisão de corridas, Gigi Dall’Igna assumiu que é sempre complicado renovar o contrato de um bicampeão como Francesco Bagnaia. Vínculo do #1 termina no fim de 2024

A Ducati planeja renovar o contrato de Francesco Bagnaia antes mesmo do GP do Catar, primeira etapa da temporada 2024 da MotoGP. O atual vínculo do piloto de Torino com a casa de Borgo Panigale chega ao fim em 31 de dezembro.

Campeão da MotoGP em 2022 e 2023 — encerrando um jejum de 15 anos de títulos da Ducati —, Pecco é visto como peça fundamental no sucesso da marca e, ao menos até agora, não deu indícios de que considera uma transferência.

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“Renovar o contrato dele antes do Catar? Esse é o objetivo, ainda que o contrato de um bicampeão do mundo seja sempre complicado”, disse Gigi Dall’Igna, diretor-geral da Ducati Corse, ao jornal italiano La Gazzetta dello Sport.

No outro lado da garagem, a decisão deve tardar a chegar. A vaga hoje é de Enea Bastianini, que teve um 2023 extremamente difícil por causa de lesões. Vice-campeão no ano passado, Jorge Martín é um dos candidatos à vaga, assim como Marc Márquez, que vai correr com a Desmosedici pela primeira vez na carreira depois de se transferir para a Gresini.

Francesco Bagnaia tem contrato com a Ducati até o fim do ano (Foto: Ducati)

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A preocupação de Borgo Panigale, porém, está no novo regulamento. A Dorna venceu a queda de braço com as fábricas e conseguiu uma atualização no sistema de concessões. Em linhas gerais, Yamaha e Honda são as principais beneficiadas, já que poderão, entre outras coisas, desenvolver os motores ao longo do ano e trabalhar mais na aerodinâmica. A Ducati, por outro lado, tem limitações, como, por exemplo, um veto à presença de wild-cards.

“É precisamente por isso que teremos de começar o ano com um ritmo melhor do que em 2022 e 2023”, avaliou Dall’Igna. “Será um desafio importante”, ressaltou.

As regras, contudo, não guardam o único revés da Ducati no ano. A fábrica italiana também perdeu dois integrantes para a Yamaha: Marco Nicotra, ex-chefe de aerodinâmica, e Massimo Bartolini, ex-chefe de performance.

“Eles levam muito conhecimento para outro fabricante”, reconheceu Gigi. “Não será fácil substituir Max, ainda que tenhamos conseguido cobrir nossas bases”, encerrou.

MotoGP volta a acelerar entre 6 e 8 de fevereiro de 2024, com os testes de pré-temporada na Malásia, no circuito de Sepang. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.

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