Ezpeleta nega racismo e diz que MotoGP se manifestou “várias vezes”. Sem citar quais

O promotor do Mundial de Motovelocidade afirmou que a categoria abraça o diferente e já mostrou isso com o passar dos anos

O racismo ainda é um problema bastante presente na sociedade atual e requer extrema atenção. Mas sorte da MotoGP que não enfrenta a questão e abraça o diferente, de acordo com as palavras de Carmelo Ezpeleta, da Dorna, promotora do Mundial.

O tema tem tomado cada vez mais conta dos noticiários do esporte a motor. Especialmente por duas figuras que constantemente tem se posicionado – inclusive, por serem os únicos pretos de suas categorias: Lewis Hamilton na Fórmula 1, e Bubba Wallace na Nascar.

Inclusive, na abertura da temporada 2020 da principal categoria do automobilismo mundial, os pilotos vestiram uma camisa com a escrita ‘acabe o racismo’ e se ajoelharam durante o Hino Nacional da Áustria. Seis pilotos se opuseram à ideia e permaneceram em pé, mesmo frisando ser contra o racismo.

Mas algo semelhante não tem necessidade na MotoGP, como explicou Ezpeleta. “Ser contra o racismo não é apenas ser contra aqueles que ofendem os afro-americanos”, falou em entrevista ao site Motorsport.

MotoGP 2019 Japão Motegi
Não existe racismo na MotoGP? (Foto: Repsol)

“Não temos esse problema aqui porque já correram pilotos de quase todas as raças. É claro que somos contra qualquer tipo de racismo e nos manifestamos muitas vezes nesse sentido”, completou o promotor da principal categoria do motociclismo mundial.

Entretanto, vale um pequeno adendo à fala do dirigente: raça é um termo problemático ao definir pessoas de diferentes origens. Nesse caso, o mais aconselhável é optar por etnias.

Na história do Mundial de Motovelocidade, jamais um piloto preto integrou o grid da categoria. Nas duas rodas, James Stewart correu por muitos anos de motocross, especialmente na categoria norte-americana AMA. Há também Lance Isaacs, que disputou o Mundial de Superbike entre 1999 e 2000.

Hamilton tem sido importante voz ao movimento e aos pretos. Inclusive, o hexacampeão participou de um protesto contra o racismo. A Mercedes também tem apoiado a causa, trocando a pintura do carro do tradicional prata para preto, assim como os macacões.

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