KTM volta a se perder na MotoGP e precisa buscar forças para se reerguer em 2022

A KTM já não correspondeu às expectativas em 2021, mas a situação na atual temporada é ainda pior. Enquanto Miguel Oliveira e Brad Binder sofrem com uma inconstante RC16, a dupla de novatos da Tech3 pena pra se adaptar à MotoGP. É por isso que, com nove etapas restantes, o time austríaco precisa encontrar forças para terminar diferente das dificuldades com as quais começou

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Incerta. Talvez, seja a melhor palavra para definir a KTM em 2022, após 11 etapas da MotoGP. A equipe já começou a temporada com uma pulga atrás da orelha em relação às expectativas. E, realmente, tem sido um tortuoso caminho até aqui, pelo qual os quatro pilotos no comando da RC16 estão tendo de passar.

Em 2021, a equipe de Mattighofen ocupava a terceira posição do Mundial de Construtores nesta altura do campeonato, com 152 pontos. Agora, tem 121, uma suada vitória, conquistada por Miguel Oliveira na Indonésia, e apenas dois pódios.

Já no ano passado o time se enrolou com as próprias pernas e perdeu força, depois de um 2020 que parecia promissor. O começo de temporada foi difícil, sem muita potência nas retas e desequilíbrio nas curvas. Quando reagiu, a partir de Mugello, alcançou três pódios seguidos com Miguel Oliveira, inclusive uma contundente vitória em Barcelona.

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Miguel Oliveira não sabe para onde vai em 2023 (Foto: KTM)

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Ainda houve tempo para uma vitória heroica de Brad Binder no GP da Áustria, quando o sul-africano optou por seguir na pista com pneus slicks quando a chuva caiu nas voltas finais. A aposta se pagou e uma improvável conquista caiu no colo da KTM. Um golpe de sorte em um ano de tantos azares.

Azares esses que deram as caras na reta final do campeonato. Oliveira se lesionou no Red Bull Ring e somou míseros nove pontos em nove corridas. Binder, por outro lado, ainda foi consistente e terminou o campeonato no sexto lugar. Pela expectativa criada, ficou devendo.

Para 2022, a meta era aprender com os momentos ruins. Mas eles perduraram. Binder é o melhor colocado em sexto lugar, ainda que não consiga um desempenho constante. Oliveira é 10° e tem a mesma dificuldade do companheiro de equipe. O português, inclusive, tem quase como certa a saída da equipe, já que Jack Miller assinou com a KTM para 2023 – um passo compreensível, mas um pouco questionável do australiano.

Raúl Fernández: qual será seu futuro? (Foto: KTM)

Na Tech3, a situação é ainda mais complicada. A dupla é de novatos: Remy Gardner e Raúl Fernández, 23º e 24º no Mundial. Este último tem se envolvido em algumas intrigas com o próprio time. A KTM não escondeu a insatisfação ao dizer que se “arrependeu por ter forçado” o espanhol a defender a marca austríaca.

A classe rainha está férias, mas a KTM deve estar passando por um momento de reconhecer seus erros para não ser tão abaixo nas nove corridas restantes. E, no momento em que a juventude pouco mostra, é preciso entrar a experiência. Oliveira tem de sobra, e Binder parece ter construído uma boa bagagem. Serão importantes para apontar possíveis soluções.

Talvez o clima não seja os melhores, é verdade, mas o objetivo provavelmente é o mesmo: encontrar um caminho mais fácil — e bem menos tortuoso — para a reta final de 2022.

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