Yamaha se põe impecável no primeiro dia em Aragão. Ducati treme no frio

No primeiro dia de treinos no traçado aragonês, a casa de Iwata colocou todas as três motos no topo da folha de tempos. A Ducati, por outro lado, vou todas as Desmosedici na parte de baixo da tabela

A Yamaha iniciou o fim de semana no MotorLand de Aragão no comando da MotoGP. Desfalcada de Valentino Rossi, que está com Covid-19, a marca de Iwata colocou as três YZR-M1 no topo da folha de tempos nas duas sessões de treinos livres realizadas nesta sexta-feira (16).

Maverick Viñales completou 23 voltas neste primeiro dia em Aragão, a melhor delas em 1min47s771, e garantiu a liderança da MotoGP com 0s249 de vantagem para Fabio Quartararo. Só 0s198 mais lento que o companheiro de SRT, Franco Morbidelli completou o 1-2-3 da Yamaha.

Além da marca dos três diapasões, Honda, Suzuki, Aprilia e KTM também colocaram suas motos no rol dos três mais rápidos. A única exceção foi a Ducati, que sofreu com a temperatura ― que variou entre 10ºC e 15°C de uma sessão para outra ― e com o asfalto frio ― os termômetros mediram só 9°C pela manhã, subindo para 21°C na parte da tarde.

Maverick Viñales comandou o primeiro dia em Aragão (Foto: Yamaha)

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Assim, o melhor desempenho entre os pilotos de Borgo Panigale veio de Johann Zarco, o 11º, que corre com uma Desmosedici de 2019. Tito Rabat, que também conta com moto desatualizada vem na sequência, 0s097 mais lento que o companheiro de Avintia. Com as motos do ano, Andrea Dovizioso foi o melhor, mas ficou apenas em 13º, 1s244 mais lento que o líder. Jack Miller foi 14º, com Danilo Petrucci em 15º e Francesco Bagnaia em 19º.

Líder dos trabalhos, Viñales saiu satisfeito do primeiro dia no MotorLand, mas ainda quer melhorar um pouco mais, especialmente levando em conta a previsão de melhora nas condições da pista.

“Hoje foi bom. Estou bem feliz, pois acho que fizemos bons tempos de volta. Mesmo que a pista não esteja em seu melhor, nossos tempos de volta foram bem rápidos. A moto está funcionando bem desde as primeiras voltas”, comentou Maverick. “Sabemos que esta pista é boa para nós, pois tem muitas curvas fluídas. Só precisávamos melhorar em algumas curvas e fizemos isso hoje, o que me deixa muito feliz”, seguiu.

“Hoje também estava ventando, mas a Yamaha costuma ser muito estável mesmo assim. nosso ritmo de corrida é bem bom. Ainda precisamos de um pouco mais de tempo para entender os pneus, mas posso andar no ritmo de 1min48s, o que é bom”, avaliou o piloto da Yamaha. “Espero que as temperaturas sejam mais altas amanhã. Esta manhã, as condições foram muito complicadas. Foi muito difícil ficar na moto. Vou usar a sessão de amanhã para tentar ser mais consistente. Quero tentar melhorar meu estilo de pilotagem, pois ainda não está perfeito na pista toda, mas posso dar outro passo no TL3. De qualquer forma, hoje fizemos um bom trabalho. A sensação geral é muito positiva. Agora vamos focar em amanhã”, completou.

Líder do campeonato, Quartararo sofreu uma forte queda na parte da manhã, mas nem por isso saiu descontente do dia inicial de trabalhos em Aragão.

Fabio Quartararo sofreu uma queda, mas elogiou a performance da Yamaha (Foto: SRT)

“Não foi um dia fácil, mas foi bem positivo: tive uma queda estranha no TL1, ainda não estou completamente certo do motivo de ter acontecido, mas o TL2 foi ótimo”, falou Fábio. “Amanhã parece que teremos de fazer algumas voltas com o pneu traseiro macio. Acho que pode ser uma boa opção para a corrida, pois o ritmo é bom, mas não ótimo. No geral, porém, foi um dia positivo”, resumiu.

“Estou muito feliz por ter tido uma sensação ótima com o pneu dianteiro, porque não foi assim de manhã. Acho que a tarde de amanhã será importante para não perder esse ritmo, mas também para termos certeza de que estamos preparados para a corrida também”, acrescentou.

0s447 atrás de Viñales, Morbidelli, que também sofreu uma queda, ressaltou o bom desempenho da YZR-M1 no traçado de Alcañiz, mas também espera poder melhorar nas sessões de sábado.

“Foi um dia positivo para nós e começamos bem o fim de semana. De fato, todas Yamaha estão no topo!”, considerou Franco. “Esta manhã, as condições foram complicadas. A temperatura estava baixa e o vento soprando forte. Parece, contudo, que sofremos um pouco menos do que os outros nessas condições”, observou.

“Cometi um erro nesta manhã: fiz uma volta lenta por causa de uma bandeira amarela, aí comecei a forçar mais uma vez muito rapidamente e caí”, detalhou. “Apesar de termos um tempo de volta bom hoje, ainda vou tentar forçar amanhã. Acho que podemos melhorar, pois a previsão do tempo diz que as condições devem ser um pouco melhores e vai ter mais borracha na pista”, sublinhou.

Tal qual os pilotos da Yamaha, Joan Mir também saiu animado do primeiro dia de trabalho, especialmente porque a Suzuki conseguiu uma boa performance no frio em um momento em que a dificuldade de aquecimento dos pneus tem sido o calcanhar de Aquiles da GSX-RR.

“Estou feliz e me sentindo positivo com o que fiz hoje. O time e eu começamos de uma boa maneira e estamos trabalhando com uma boa base, então me sinto ótimo”, declarou Mir. “Meu potencial é realmente bom, mas precisamos trabalhar um pouco mais para melhorar ainda mais, assim como avaliar a escolha de pneus”, continuou.

“Hoje não foi fácil para ninguém com as condições, mas estamos esperando que, com as temperaturas mais quentes amanhã, as sensações sejam ainda melhores”, avisou.

Andrea Dovizioso torce por melhora da Ducati no sábado (Foto: Red Bull Content Pool)

Do lado das Ducati, a queixa foi unânime entre os pilotos: ninguém conseguiu aquecer os pneus, especialmente do lado direito. E, mesmo que considerem que o papel dá uma impressão pior da situação, esperam dificuldade para avançar direto ao Q2 da classificação.

“Aqui, com o frio, acontecem coisas diferentes em relação ao que aconteceu em Le Mans. Quando você vai para a pista, você entende a realidade dos fatos. Hoje foi muito difícil para nós, mas podemos fazer um certo tipo de trabalho. Amanhã vamos encontrar condições diferentes, principalmente de tarde”, apontou Dovizioso. “Sofremos, sobretudo com o vento. Não posso fazer comparações com outras motos, mas nós sofremos muito com o vento. Não sei dizer o que influenciou mais: o vento ou a temperatura. O vento nos fez guiar de uma certa maneira e não conseguimos achar a temperatura”, detalhou.

“Hoje todas as Ducati tiveram problemas e acho que por alguns motivos técnicos. Esperamos e acreditamos que a situação pode melhorar amanhã, pois ventou muito. A diferença de ritmo em relação aos líderes é muito grande, mas não é tudo real. Amanhã vamos tentar nos aproximar e ver como podemos melhorar. Mas hoje foi um dia particularmente difícil”, insistiu.

O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do GP de Aragão, 11ª etapa do Mundial de Motovelocidade 2020.

Confira as imagens do primeiro dia de treinos da MotoGP em Aragão

Álex Márquez (Foto: Red Bull Content Pool)

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