Consultor da Red Bull sugere muro como solução para polêmicas sobre limites de pista

Helmut Marko esbravejou contra as áreas de escape asfaltadas da Fórmula 1 e como a nova configuração de vários circuitos deu margem para que os pilotos explorassem os limites de pista. O dirigente aproveitou para insinuar que a direção de prova tiraria de qualquer jeito a vitória de Max Verstappen no GP do Bahrein

Vídeo mostra Hamilton excedendo os limites de pista repetidas vezes na curva 4 no Bahrein (Vídeo: Reprodução)

A prova que abriu a temporada 2021 da Fórmula 1 trouxe à baila, novamente, a discussão sobre os limites de pista. O GP do Bahrein do último 28 de março teve como protagonistas Lewis Hamilton, o vencedor, e Max Verstappen, pole-position. O momento capital da corrida foi a ultrapassagem feita pelo holandês em cima do heptacampeão do mundo, passando por fora dos limites de pista da curva 4 do circuito de Sakhir. O piloto teve de devolver a posição metros depois por ter obtido “vantagem duradoura” e não conseguiu mais se aproximar de Hamilton, ficando em segundo lugar. Ocorre que Lewis excedeu os mesmos limites da pista, naquele trecho, 29 vezes, ainda que não em manobra de ultrapassagem.

A discussão rendeu e segue rendendo desde então. Afinal, qual a melhor solução para evitar polêmicas como a do GP do Bahrein? A direção de prova instalou sensores no trecho da curva 4, mas nada impediu que os pilotos ultrapassassem os limites de pista. Helmut Marko, consultor da Red Bull, defendeu uma sugestão mais radical.

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MAX VERSTAPPEN; LEWIS HAMILTON; GP DO BAHREIN; F1
O tema limites de pista voltou à baila na Fórmula 1 desde o GP do Bahrein (Foto: Reprodução)

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“Se colocarmos um muro ali, está resolvido. Qualquer um que acertar no muro vai destruir seu próprio carro. Não entendo o motivo de termos tantas áreas de escape asfaltadas nos circuitos e a razão para não criamos um limite claro”, bradou Marko em entrevista ao site alemão Formel 1.

Em vários circuitos do calendário, as áreas de escape tiveram a substituição de brita por asfalto por motivos de segurança. No ano passado, a Fórmula 1 teve a chance de correr em circuitos de configuração mais tradicional, como em Mugello, dotados de várias áreas de escape britadas. Lá, por exemplo, o próprio Verstappen ficou parado e não conseguiu voltar depois de ter escapado na primeira volta do GP da Toscana.

Na visão do dirigente austríaco, houve, por parte da direção de prova, um favorecimento à Mercedes e a Lewis Hamilton na corrida. E mesmo que Verstappen não tivesse devolvido a posição ao britânico metros depois da ultrapassagem na curva 4, o holandês não venceria no Bahrein.

“No geral, isso se trata de um assunto um tanto suspeito. Não houve punições, mas houve ganho de tempo”, alertou o consultor.

“Terminar 5s à frente não nos garantiria a vitória. Tínhamos certeza de que a punição seria tão grande que Hamilton teria vencido. Se ele [Verstappen] tivesse ficado 5s8 à frente, ele sofreria uma punição de 10s”, bradou o ex-piloto e um dos homens fortes da Red Bull na F1.

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