Berger vê F1 atual com “poucos riscos”: “Você quer ver algo que os incomoda”

Ex-piloto de Fórmula 1, Gerhard Berger acredita que a categoria tem de deixar o conservadorismo de lado, se inspirar na MotoGP e correr um pouco mais de riscos

Gerhard Berger não está muito contente com os rumos que a Fórmula 1 está seguindo nos últimos anos e acredita que a categoria deveria correr um pouco mais de riscos. Na visão do ex-piloto, a nova geração de competidores está em uma zona de conforto muito grande e, para acabar com essa monotonia, é preciso criar situações em que eles se sintam mais pressionados e fiquem mais alertas.

A opinião de Berger começou a ser formada após o GP do Catar, quando os pilotos sofreram e reclamaram do intenso calor durante e após a corrida. Logan Sargeant foi levado para o centro médico depois de abandonar a prova por desidratação, Lance Stroll deixou o AMR23 e foi direto falar com os atendentes de uma ambulância, enquanto Esteban Ocon vomitou durante a volta 15.

Berger minimizou a situação e relembrou que, na década de 1980, o GP do Brasil era realizado no Rio de Janeiro, no  Autódromo de Jacarepaguá, onde a umidade era elevada e as temperaturas alcançavam os 40ºC.

“Você quer ver os pilotos guiando máquinas de outro mundo, mas também quer ver quando algo os incomoda. Os pilotos de F1 reclamam quando está muito calor no Catar. Mas na minha época corríamos no Rio de Janeiro em um calor de 40ºC e alta umidade, e nossa transmissão era manual. Não quero dizer que naquele tempo era mais difícil, mas também não foi mais fácil do que é hoje”, lembrou o austríaco.

Pilotos sofreram com o calor do Catar na F1 (Foto: Ferrari)

Berger, no entanto, admitiu que não existe a necessidade de correr riscos desnecessários. Por isso, comparou a F1 com o TT da Ilha de Man e a MotoGP e afirmou que a classe rainha do motociclismo sabe se arriscar na medida certa.

“É claro que existem limites para o que você pode fazer e para os riscos que está disposto a correr. Estive no TT da Ilha de Man no ano passado, mas fui embora depois de um dia. Ali se corre muitos riscos, às vezes exagerados. A F1 é totalmente o oposto e está atrasada nisso. Podemos dizer que a MotoGP é um meio termo entre as duas “, finalizou.

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