Pai pede apoio a protesto de Hamilton contra racismo: “É responsabilidade da F1 se ajoelhar”

Anthony Hamilton não escondeu o orgulho em ver o filho cobrar um posicionamento do mundo do esporte a motor na luta contra o racismo. O inglês, porém, defende que o #44 não seja o único a comprar a briga

Anthony Hamilton não esconde o orgulho por ver Lewis tomando à frente na luta contra o racismo. O britânico classificou o hexacampeão como “um modelo icônico”, mas cobrou que a Fórmula 1 acompanhe o #44 na luta pela igualdade.

Hamilton tem sido bastante ativo nas redes sociais em reação à morte de George Floyd, um homem negro que foi morto por um policial branco em Minneapolis, nos Estados Unidos, no mês passado.

Pelo Instagram e pelo Twitter, Lewis protestou contra a brutalidade policial e a desigualdade e vociferou contra seus pares por ser uma voz solitária no mundo do esporte a motor. A cobrança, aliás, deu resultado e tirou alguns de seus pares do silêncio.

F1 2018 México Mercedes Lewis Hamilton
Lewis Hamilton tem se destacado por apoiar causas além do esporte (Foto: Wolfgang Wilhelm)
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“Acho que o que Lewis está fazendo é incrível. Ele fica sozinho e não tem medo de colocar a cabeça a prêmio por algo em que acredita”, disse Anthony ao site GPFans. “Estou sentado, lendo os comentários dele e pensando: ‘Uau! Isso é poderoso’. Estou extremamente orgulhoso dele, porque quando vejo os comentários de Lewis, achei extremamente poderoso”, seguiu.

“Não fico surpreso que isso tenha vindo de Lewis, porque ele é alguém que quebra paradigmas. Apenas pensei no modelo icônico que ele é em termos de falar do que ele acredita. A surpresa é que ninguém tenha feito ou dito nada antes dele”, comentou. “Isso vai afetar a todos nós, pois, de fato, ele nos vê, vê que ninguém tinha feito nada. Quando ele disse isso, eu pensei: ‘De fato, ele está certo’. Ninguém no esporte tinha feito nada. Então estou extremamente orgulhoso dele por realmente trazer isso à tona”, ressaltou.

Enquanto protestos contra o racismo seguem acontecendo em diversos países, a expectativa é de que Hamilton volte a levantar o assunto no GP da Áustria, no próximo dia 5 de julho, inclusive se ajoelhando.

O gesto de colocar um joelho no chão é uma forma de mostrar apoio aos pedidos justiça e combate ao racismo e protesto contra a violência policial. Em 2016, já no contexto do movimento Black Lives Matter, o jogador de futebol americano Colin Kaepernick passou a se ajoelhar durante a execução do hino dos Estados Unidos e, ainda que o protesto tenha impactado frontalmente a carreira do quarterback, o gesto passou a ser reproduzido mais e mais.

Anthony, no entanto, acredita que Lewis não deve assumir essa responsabilidade sozinho e pede que a F1 acompanhe o #44 na luta conta contra o racismo. Além disso, o inglês também espera uma mensagem de apoio às vítimas da pandemia do novo coronavírus.

“Não deveria ser sobre Lewis, deveria ser sobre a F1. Vamos torcer para que a F1 se ajoelhe”, falou. “Deveria ser a F1 e a FIA dizendo: ‘Na primeira corrida, vamos ajoelhar, não só em apoio ao ‘Black Lives Matter’ [Vidas Negras Importam], mas todos que sofreram e estão sofrendo com a COVID”, seguiu.

“Para dizer muito obrigado aos médicos, enfermeiros e outros trabalhadores essenciais que colocaram suas vidas em risco, e dizer que estamos pensando em todos os afetados”, defendeu. “Então não acho que se ajoelhar seja uma responsabilidade de Lewis. É responsabilidade da F1 se ajoelhar”, completou.

Nesta quinta-feira (16), o diário britânico Daily Mail dá como certo o gesto de Hamilton no Red Bull Ring. Além disso, o jornal traz uma declaração de um porta-voz da F1 ao Sportsmail que afirma que a categoria vai apoiar o hexacampeão.

“Este é um assunto importante e vamos apoiar qualquer um que queria mostrar apoio à luta conta o racismo”, diz o porta-voz.

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