Petrucci atrela dificuldades com KTM ao tamanho: “Parece que sou um piloto de Moto3”

Titular da Tech3 tem enfrentado dificuldades por causa da combinação entre o tamanho reduzido do protótipo austríaco e a própria estatura

Assista aos melhores momentos do GP de Doha de MotoGP (Vídeo: GRANDE PRÊMIO com Reuters)

Danilo Petrucci atrelou as dificuldades que enfrenta com a RC16 da Tech3 ao tamanho dele e da moto. O italiano relatou que sofre nas retas e com a aceleração e também acaba destruindo os pneus.

Depois de uma queda no GP do Catar, abertura da temporada, Petrucci conseguiu completar o GP de Doha, mas foi apenas em 19º, 16s779 atrás de Fabio Quartararo, o vencedor.

Danilo Petrucci relatou dificuldades por causa do tamanho (Foto: Tech3)

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Com 1,81 metro, Petrucci é um dos pilotos mais altos do grid da MotoGP, atrás de Luca Marini ― que tem 1,84 metro ― e empatado com Valentino Rossi. Mas é mais pesado que os irmãos. Enquanto os pilotos de SRT Yamaha e VR46 Avintia pesam 69 kg, o titular da KTM pesa 80 kg.

“Todo mundo me passa na reta, porque sou lento demais. E isso é um problema”, disse Petrucci. “Embora eu seja mais rápido do que os que estão na frente, perco muitos metros na aceleração e logo me vejo obrigado a forçar na freada para me aproximar. Mas é impossível ultrapassar. Eu sabia que podia ser uma corrida difícil, mas não pensei que fosse tanto”, seguiu.

“Taka [Nakagami] era mais lento do que eu em toda a pista, exceto na reta. Eu o ultrapassava, mas quando chegávamos na reta, ele sempre me passava”, comentou.

Por conta das dificuldades de Petrucci, a KTM homologou uma carenagem um pouco maior para a RC16 do italiano, mas não foi suficiente para reduzir a diferença nas retas.

“Perco três décimos em relação às outras KTM na reta principal. Provavelmente, devido ao meu tamanho, fizemos uma configuração demasiadamente extrema. Infelizmente, a RC16 é muito pequena para mim: vi algumas fotos e parece que sou um piloto de Moto3”, brincou. “Também me custa manter o vácuo e este é um grande problema para a corrida, especialmente se a reta é longa, como em Losail”, comentou.

Essas, porém, não são as únicas dificuldades, já que Danilo acaba também destruindo os pneus ao longo da corrida.

“Nos treinos livres, parecia que tínhamos encontrado coisas positivas, mas na corrida foi impossível estar com os melhores, porque nas primeiras voltas todos me superavam na aceleração”, comentou. “Nas freadas, as sensações eram boas, mas isso me levava a entrar nas curvas com velocidade excessiva, e os pneus superaqueceram desde a terceira volta”, completou.

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