Quartararo vê Yamaha melhor do que em 2023, mas avisa: “Ainda não é uma moto vencedora”

Fabio Quartararo indicou que ainda não está 100% satisfeito com a YZR-M1, mas reconheceu melhora em algumas áreas do protótipo. O francês, no entanto, gostou mesmo da nova forma de trabalho da equipe, que incorporou dois ex-Ducati

Fabio Quartararo avaliou que a Yamaha de 2024 “ainda não é uma moto vencedora”. Ainda assim, o #20 indicou avanços na moto, mas se mostrou especialmente satisfeito com a mudança na postura e na mentalidade da equipe, que incorporou dois ex-Ducati para tentar se livrar do que classificou como “conservadorismo”.

Quartararo fechou o primeiro dia de testes da MotoGP na Malásia com o terceiro melhor tempo. O francês cravou 1min58s228 e ficou a 0s277 de Jorge Martín, o líder dos trabalhos.

“[Sou] mais rápido no momento e estou feliz, porque o motor é melhor do que no ano passado. Mas ainda não estamos usando todo o potencial da moto”, disse Quartararo. “A característica é agressiva demais e ainda não estamos usando o potencial total da nossa moto”, frisou.

“Hoje, nós trabalhamos muito com eletrônica para tentar encontrar a melhor maneira de usar o nosso motor”, seguiu.

Fabio Quartararo notou a mudança no modo de trabalho da Yamaha (Foto: Yamaha)

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Mesmo com mais testes pela frente na pré-temporada, Fabio descartou vitórias da Yamaha em um futuro próximo.

“Claramente, lutar pela vitória não é suficiente para mim. Não é o bastante, mas tem uma grande diferença entre lugar pelo top-10 ou pelo top-5 em muitas corridas”, avaliou. “Então acho que estamos em uma posição muito melhor do que no ano passado, mas ainda não é uma moto vencedora”, avaliou.

“Estamos trabalhando nisso e não vou dizer que vamos chegar logo, mas estamos trabalhando na equipe com Max [Bartolini, o diretor-técnico] e Marco [Nicotra, o novo chefe de aerodinâmica], que está mais por dentro da aerodinâmica, passamos de preto a branco. Isso é ótimo para a Yamaha”, avaliou.

O francês de Nice apontou que, enquanto a Yamaha conseguiu melhorar em termos de motor no ano passado, é a eletrônica que precisa avançar agora.

“É na eletrônica que estamos muitos, muitos anos atrás. Isso é algo em que ainda temos de melhorar e, claro, um pouco de tudo”, apontou. “Quando tem aderência, o que é típico da Yamaha, aí a moto tem grip zero”, ponderou.

Mesmo com algumas ressalvas, Quartararo se mostrou satisfeito com o trabalho feito pela Yamaha até aqui.

“Eu amo, pois o shakedown deveria nos mostrar potencial. Digamos que ser mais rápidos. Mas tivemos alguns problemas técnicos e, com Max, ele disse que não vamos desistir e encontraremos uma solução para fazer isso funcionar. Foi o que fizemos”, contou. “No passado, se fossem só os engenheiros japoneses, talvez fosse arriscado demais, então ficaríamos atrás. Essa é a mentalidade que temos de ter e arriscar ao limite”, encerrou.

MotoGP volta a acelerar entre 6 e 8 de fevereiro de 2024, com os testes de pré-temporada na Malásia, no circuito de Sepang. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.

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