GUIA 2021: Aos 42 anos, Rossi tem recomeço na MotoGP com SRT. Mas qual será o futuro?

O italiano vai para a 26ª temporada no Mundial de Motovelocidade correndo com uma equipe satélite ao lado de um dos pupilos da Academia de Pilotos VR46. Mas com contrato de só um ano

As voltas virtuais no novo autódromo da Hungria (Vídeo: Dromo design)

VALENTINO ROSSI VAI VIVER UM RECOMEÇO NA TEMPORADA 2021 DA MOTOGP. Depois de quase duas décadas correndo por equipes de fábrica, o italiano vai viver uma situação diferente no campeonato deste ano, quando veste o uniforme da satélite SRT, mesmo ainda contando com o suporte integral da Yamaha.

Aos 42 anos, 2021 marca o início de uma nova fase para o multicampeão. Afinal, é um cenário novo, diferente do que ele estava habituado. E isso não é necessariamente uma coisa ruim.

Valentino Rossi vai viver um recomeço na temporada 2021 da MotoGP (Foto: SRT)

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Em 2020, Rossi fez aquela que foi sua pior temporada no Mundial de Motovelocidade. Com 66 pontos, o sete vezes campeão da classe rainha fechou o ano só em 15º. Até então, o pior desempenho dele tinha sido um nono lugar na classificação do campeonato de 1996 das 125cc.

Só que 2020 foi marcado por uma série de problemas. Rossi perdeu duas corridas por ter sido infectado pela Covid-19. Além disso, também sofreu um quebra em um ano difícil para a Yamaha e caiu bastante mais do que o habitual.

A decisão da fábrica dos três diapasões de substituí-lo por Fabio Quartararo, porém, nada tem a ver com isso. O francês foi escolhido após surpreender no ano de estreia na classe rainha e, pensando em longo prazo, faz muito mais sentido se prender a um piloto que vai seguir por muito mais tempo na MotoGP.

Ainda assim, a Yamaha precisou encontrar um jeito de ser justa com o próprio passado e o fez oferecendo apoio integral a Rossi, mesmo que longe do time principal.

A mudança para a SRT, contudo, não é apenas uma troca de uniforme. Rossi perdeu alguns dos integrantes de sua equipe técnica e sabe que, em algum momento da temporada, terá uma moto mais defasada do que aquelas do time principal. Só que, se olharmos para o ano passado, difícil imaginar que foi Valentino quem saiu perdendo.

A equipe malaia venceu seis vezes no ano ― três com Quartararo e outras três com Franco Morbidelli ― e terminou vice-campeã com o ítalo-brasileiro. Maverick Viñales, por sua vez, ficou apenas em sexto, com a única vitória do time oficial no ano. Ou seja, capacidade técnica para alcançar um bom resultado, a SRT tem de sobra.

Outra mudança que pode ser positiva para Rossi é o companheiro de equipe. Do outro lado dos boxes, o italiano terá Morbidelli, um dos pupilos da Academia de Pilotos VR46. Os dois são amigos próximos, o que deve garantir um bom ambiente dentro da equipe.

Assim como tinha feito no ano passado, Vale traçou um plano: esperar até o meio do ano para definir o futuro. Desta vez, a expectativa é de que ele tenha tempo de pista para tomar essa decisão, mas os rumos da pandemia de Covid-19 seguem incertos, então não seria nenhuma surpresa se alguma das etapas deixasse o calendário.

Neste recomeço, vimos um Rossi animado com a Yamaha de vestido novo na pré-temporada, confiante no potencial da moto e também rápido, já que registrou a melhor marca pessoal da carreira no Catar. Isso vai ser suficiente para mais uma renovação de contrato? Só o tempo vai dizer.

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