Mir vê Hamilton como exemplo e pede pilotos da MotoGP mais engajados em causas sociais

Joan Mir espera que os pilotos da MotoGP utilizem suas vozes para engajar em causas sociais, assim como faz Lewis Hamilton na Fórmula 1. Para o espanhol, as ações do britânico devem ser exemplo para todos

Eric Granado vai iniciar a temporada da MotoE neste fim de semana, em Jerez (Vídeo: Divulgação)

Na Fórmula 1, Lewis Hamilton se coloca como voz ativa para diversas causas sociais, especialmente contra o racismo, seja nas redes sociais, em entrevistas e até mesmo no paddock, antes das corridas. Para Joan Mir, atual campeão da MotoGP, os pilotos do Mundial deveriam se inspirar nas ações do britânico.

Questionado se acredita que os pilotos da MotoGP ― e ele, especialmente, por ser o campeão vigente ―, deveriam seguir o exemplo de Lewis Hamilton e usar a visibilidade para abordar questões sociais, Mir prometeu ter um papel mais ativo neste sentido, mas avaliou que a pouca idade é uma barreira.

“É verdade que é importante. Lewis é um grande exemplo, tem uma página muito social e normalmente chama atenção para muitas coisas que não estão certas. Eu o admiro muito por isso”, disse Mir. “Compartilho totalmente do que Lewis está transmitindo para as pessoas. Mas, primeiro, eu não tenho 20 milhões de seguidores. Este é o primeiro ponto. O segundo é que eu tenho 23 anos. Acho que ele também não estava fazendo essas coisas aos 23 anos”, comentou.

LEWIS HAMILTON; PROTESTO; RACISMO; FÓRMULA 1;
Lewis Hamilton puxa protesto antirracista na Fórmula 1: uma das imagens do esporte em 2020 (Foto: LAT/Mercedes)

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“Mas isso não significa que mais pilotos não devam ser conscientes do que está acontecendo no mundo e não devam tentar ser um pouco mais ativos nessas questões, postar mais sobre esse tipo de coisa”, comentou. “Serei um a pressionar neste sentido, mas, sim, no momento, eu concordo e isso é algo que temos de fazer. Não posso dizer mais nada. Isso é verdade”.

Em 2020, a F1 começou o programa “We Race As One”, para alertar sobre preconceitos e engajar sobre a diversidade no esporte a motor. Apesar disso, a MotoGP manteve-se distante da discussão e viu apenas Franco Morbidelli se posicionar sobre o assunto, ao usar um capacete sobre a igualdade e contra a discriminação.

“A MotoGP focou mais na luta contra a Covid-19 e suas consequências do que em condenar o racismo, talvez porque não há um ídolo negro na categoria como o Lewis [Hamilton]”, afirmou o italiano em entrevista no ano passado.

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