Rossi vê competitividade minguar e se aproxima da aposentadoria da MotoGP

Aos 42 anos, o multicampeão sempre deixou claro que os resultados seriam determinantes na decisão de parar ou seguir na MotoGP. E, pelo que se viu até aqui na temporada 2021, a hora do adeus se aproxima

Quartararo vence em dobradinha da Yamaha: os melhores momentos do GP da Holanda (GRANDE PRÊMIO com Reuters)

Está chegando a hora de Valentino Rossi dar adeus à MotoGP? Aos 42 anos, o italiano pretende usar as próximas semanas para definir se para ou continua no Mundial de Motovelocidade em 2022, mas, a julgar pela performance na primeira metade do campeonato deste ano, não são muitas as chances de a escolha do italiano ser pró-continuidade.

Já tem muito tempo que Rossi condiciona a permanência na MotoGP aos resultados. Ano passado, por conta da pandemia de Covid-19, o piloto não teve a chance de se testar antes de optar por seguir na MotoGP e correr com a SRT, contando com o apoio integral da Yamaha. Mas, desta vez, o cenário é diferente.

Valentino Rossi vai usar as férias para definir se segue ou não na MotoGP (Foto: SRT)

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Completada a primeira parte do campeonato de 2021, Valentino ocupa apenas a 19ª colocação no Mundial de Pilotos, somando só 17 pontos, 139 atrás de Fabio Quartararo, o líder do campeonato. Depois de nove corridas, o filho de Graziano e Stefania tem três abandonos e um décimo lugar como melhor resultado.

Mesmo com uma moto do ano, Rossi não tem conseguido resultados no mesmo nível de outrora. Daí a sinalização de que 2021 será efetivamente o ano do adeus.

Se parar, não será por falta de alternativas. A SRT disse que ainda não descartou a continuidade de Valentino, mas, mesmo que o faça, a entrada da VR46 na classe rainha já está confirmada para o próximo ano, o que poderia representar um plano B. Além de ser o dono da escuderia, Rossi tem o aval do patrocinador para assumir a moto ao lado do meio irmão Luca Marini. E a própria Ducati deixou a porta aberta para ver o multicampeão de volta à Desmosedici.

Rossi, todavia, já afirmou que é improvável que ele vista as próprias cores em 2022. E, inclusive, sinalizou que este será mesmo o último ano.

“Ainda não decidi. Vou pensar mais profundamente durante as férias. Também preciso falar com a Yamaha e com a equipe. Queremos tentar uma performance melhor e melhores resultados, claro”, disse Rossi. “O início da temporada até aqui não foi fantástico sob esse ponto de vista. Acho que será muito difícil que eu corra também no próximo ano”, seguiu.

“O príncipe [patrocinador da VR46] está sempre me pressionando para correr ano que vem com a minha equipe e a Ducati, mas, no momento, acho que será muito difícil”, frisou.

No entanto, com a saída de Maverick Viñales no fim do ano surgiram especulações de que Rossi poderia adiar a aposentadoria para ajudar a fábrica dos três diapasões. De novo, porém, Vale salientou que são os resultados que vão determinar o destino na MotoGP.

“Minha decisão em relação ao ano que vem depende muito dos resultados. E os resultados da primeira metade da temporada não são o que esperávamos. Esperávamos ser mais fortes, lutar por posições melhores, então o resultado não nos ajuda”, admitiu. “Disse desde o início da temporada que eu decidiria nas próximas semanas em relação ao próximo ano. E assim será. Vocês saberão quando eu decidir”, garantiu.

“Para mim, isso não muda a minha decisão, pois a minha decisão está relacionada aos resultados. Então o que acontece com as outras equipes ou com as outras Yamaha não é grande coisa”, completou.

Com a chegada de Fabio Quartararo, a Yamaha pavimentou o caminho para sucessão de Rossi, garantindo um jovem talento com potencial para recuperar o título da classe rainha e ser o astro do time. Agora, contudo, a saída inesperada de Maverick impõe um desafio à fábrica. Se antes era necessário pensar em um piloto para a eventualidade de Rossi parar, agora pode ser preciso pensar em dois. Afinal, Franco Morbidelli é uma possibilidade real para a equipe de fábrica, o que poderia culminar com a SRT completamente descoberta.

Só que nada disso é problema de Rossi. Se os resultados não o satisfazem mais, então chegou a hora de parar. As férias ― mais longas que o habitual ―, vão permitir que o #46 considere com calma e tranquilidade as opções. Se ficar, continuará sendo um dos principais nomes do esporte e alguém que move multidões. Mas, se no fim, Valentino decidir que é a hora de parar, restará a todos o reconhecimento pela importância fundamental que ele teve na popularização do esporte, as memórias das muitas vitórias e até um legado em prol do esporte italiano, já que nomes como Morbidelli e Francesco Bagnaia também fazem parte da história dele.

Talvez os fãs não estejam prontos para o adeus. Mas agora é Rossi quem vai considerar se ele próprio está.

A MotoGP está de férias por cinco semanas e volta a correr apenas no dia 8 de agosto, no Red Bull Ring, para o GP da Estíria. Acompanhe a cobertura do GRANDE PRÊMIO sobre o Mundial de Motovelocidade.

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