Sem Marc Márquez, MotoGP vive 2020 de alta competitividade, novas caras e sem favoritos

Com o piloto da Honda se recuperando de uma fratura no braço, a MotoGP tem uma temporada marcada pela seca da Espanha, a ‘rebelião’ das equipes satélites e o surgimento de novos protagonistas

A MotoGP vive um 2020 para lá de incomum. Não bastassem os efeitos da pandemia do novo coronavírus ― que afetou o calendário, o quesito estético e agora também a disputa pelo título da Moto2 ―, o campeonato atual também se vê afetado pela ausência de Marc Márquez, que deixou a principal categoria das duas rodas sem um líder claro.

Hexacampeão da MotoGP, o piloto da Honda fraturou o braço direito em um acidente no GP da Espanha, primeira etapa do ano. Marc ainda tentou voltar em Andaluzia, mas acabou desistindo. O retorno era esperado para a Tchéquia, mas uma nova cirurgia mantém o espanhol de Cervera fora de combate até agora.

11 pilotos diferentes já passaram pelo pódio da MotoGP em 2020 (Foto: MotoGP)

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O impacto da ausência do mais velho dos Márquez é evidente nos resultados da Honda: já são cinco corridas seguidas sem um piloto da marca no pódio, uma seca que não acontecia desde que a montadora da asa dourada voltou à classe rainha em 1982.

Mas não é só isso. Até aqui, Fabio Quartararo lidera o Mundial com 70 pontos, a menor pontuação de um líder da divisão principal desde que sistema atual de pontos foi introduzido, em 1993. Além disso, o francês de Nice tem 55 pontos de vantagem para Álex Márquez, o 15º na classificação, o que representa o top-15 mais apertado após cinco corridas também em 27 anos.

Nessa reta inicial da temporada, 11 pilotos diferentes passaram pelo pódio da MotoGP ― Quartararo, Maverick Viñales, Andrea Dovizioso, Valentino Rossi, Brad Binder, Franco Morbidelli, Johann Zarco, Joan Mir, Jack Miller, Miguel Oliveira e Pol Espargaró ―, igualando o maior número alcançado nas primeiras cinco corridas da classe principal, que também foi registrado em 1951, 1954, 1973 e 1974.

A ausência de Marc, aliás, também é sentida nos resultados da Espanha, que amarga cinco corridas seguidas sem um vencedor, algo que não acontecia desde a seca de 12 GPs entre Donington 2008 e Losail 2009.

Mas se as coisas estão ruins para a Espanha, 2020 é quase uma rebelião das equipes satélites, que, pela primeira vez desde 2016 ― com Jack Miller e Cal Crutchlow ―, venceram com dois times diferentes: Yamaha SRT com Quartararo e KTM Tech3 com Oliveira.

2020 marca, ainda, a primeira vez com três ou mais vencedores inéditos em uma única temporada desde 2016. O recorde de vitórias de novatos em um único ano está estabelecido em quatro: 1949, 1974, 1976, 1982 e 2016. Entretanto, com as vitórias de Quartararo em Jerez, a de Binder em Brno e a de Oliveira no GP da Estíria, é apenas a terceira vez desde a temporada inaugural que a classe rainha vê três vencedores inéditos nas primeiras cinco corridas do calendário, junto com 49 ― com Harold Daniell, Les Graham e Nello Pagani ― e 1974 ― Edmund Czihak, Gianfranco Bonera e Phil Carpenter.

O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do GP de San Marino e da Riviera de Rimini, sétima etapa do Mundial de Motovelocidade 2020.

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