Viñales diz que tem de “pilotar completamente diferente” quando está em grupo: “Não posso ser tão rápido”

Maverick Viñales afirmou que não consegue exibir o mesmo bom ritmo que lhe rendeu a pole-position em Losail quando está rodando no meio do pelotão. O #12 explicou que precisou mudar suas linhas e acabou com os pneus buscando alternativas para passar a concorrência

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Maverick Viñales não saiu feliz do GP do Catar. Depois de conquistar a pole-position, o #12 teve uma primeira volta bastante ruim no domingo (10) e recebeu a bandeirada em Losail apenas na sétima colocação, 2s481 atrás de Andrea Dovizioso, o vencedor.

 
Após a corrida, o titular da Yamaha explicou que não conseguiu usar nas corridas as mesmas linhas que lhe renderam a ponta do grid. Como consequência, Maverick destruiu os pneus tentando encontrar maneiras de ultrapassar.
 
“Bom, com certeza eu sei que a corrida foi realmente difícil”, disse Viñales. “Mesmo quando terminei o warm-up, porque sabemos dos nossos pontos fracos. De alguma maneira, eu consigo fazer o tempo de volta quando estou sozinho, aí, quando estou no grupo, é realmente difícil”, seguiu.
Maverick Viñales avaliou que é mais rápido sozinho (Foto: Reprodução/Twitter)
“Tenho que pilotar completamente diferente. Tenho de pilotar em linhas diferentes, e não posso ser tão rápido quanto quando estou sozinho. Então agora temos outro ponto franco e, depois dessa corrida, sabemos mais o que melhorar na moto”, frisou. “Está tudo bem. É só que, tentando ultrapassar muitos pilotos destruiu o pneu e, no fim, fiquei sem aderência no pneu traseiro, então não pude fazer nada melhor”, explicou.
 
“Mas, qualquer que seja o problema de estar com outros pilotos ― fora a falta de velocidade, mas esse não foi o principal problema ―, é que eu tenho de pilotar de uma maneira muito diferente de quando estou sozinho. Então agora temos de trabalhar para tentar encontrar um acerto para brigar com os outros”, ponderou. “Rodando atrás dos outros, eu preciso fazer linhas mais travadas, como eles fazem, e estresso muito os pneus, tentando fazer algo para ultrapassar, tentando fazer algo acontecer. Mas, no fim, comecei a rodar rápido quando estava sozinho, então entendi muito bem o problema”, relatou.
 
Questionado se é um problema similar ao que tinha o ano passado com o tanque da M1 cheio, Maverick respondeu: “Bom, na verdade, o tanque cheio estava ok para mim, eu não tive nenhum problema. O problema é que eu não conseguia ultrapassar, porque eu estava usando linhas diferentes das que usei em todo o fim de semana”.
 
“Então acho que a Argentina é muito importante para similar as linhas da corrida, lutando com os outros. Então mal posso esperar estar na Argentina para tentar trabalhar para a corrida. Nós sabemos que somos muito, muito rápidos em uma volta, também quando estamos sozinhos com o nosso ritmo, podemos estar lá. Mas agora, o próximo passo é melhorar quando batalhamos”, concluiu.
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