Fórmula 1 2022 deixa de ter briga por título, mas mantém atrativos para reta final

É verdade que apenas contornos inesperados tiram o título de Max Verstappen de 2022, mas não é só disso que vive a Fórmula 1. De Mercedes a Sebastian Vettel há muito a olhar

McLAREN SEM RICCIARDO (E SEM PALOU TAMBÉM?) + AUDI PERTO DA FÓRMULA 1 | TT GP #66

Quem está sem olhar para a classificação do campeonato desde que a Fórmula 1 saiu da Hungria, quatro semanas atrás, talvez já tenha até esquecido e fique cheio de decepção ao lembrar que o retorno pós-férias, neste fim de semana, na Bélgica, encontre uma briga pelo título inexistente. São imponentes 80 pontos que separam o líder, Max Verstappen, do vice, Charles Leclerc. Entre as equipes, no Mundial de Construtores, 97 pontos separam as duas a favor da Red Bull. Sorte da Fórmula 1 é que há muito mais a fazer e observar nas próximas nove corridas que apenas o nome e as cores do campeão.

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Ainda há 242 pontos em disputa entre os pilotos, então os números batem: Verstappen não é o campeão com certeza. Mas há de se convir de que a situação é bastante confortável. Na realidade, desde que a Fórmula 1 passou a atribuir 25 pontos para o vencedor de cada corrida e tentos até o décimo colocado, em 2010, apenas uma vez alguém saiu das férias tão líder assim: foi Sebastian Vettel, justamente com a Red Bull, em 2011. Vettel tinha 85 pontos de frente e terminou o campeão por 122. A história está ao lado de Max neste 2022.

O fato de não haver uma briga por título propriamente dito em curso, ao menos no momento, também não tira por completo o brilho do campeão. Verstappen é, sim, algo a se absorver neste restante de Mundial. Campeão vigente, o holandês pode fazer algo que somente dez pilotos conseguiram em toda a história da F1: ganhar títulos em anos consecutivos. Michael Schumacher, Juan Manuel Fangio, Sebastian Vettel, Lewis Hamilton, Alberto Ascari, Jack Brabham, Alain Prost, Mika Häkkinen, Ayrton Senna e Fernando Alonso são os únicos dez.

O título fará de Verstappen o segundo mais jovem bicampeão da história, atrás somente de Vettel. Max, que completa 25 anos no último dia de setembro, já conta com 28 vitórias e 70 pódios na carreira. É possível que você, leitor, seja torcedor fervoroso de algum piloto e que, por conta disso ou qualquer outra coisa, não simpatize com o holandês. Mas tente deixar isso em segundo plano e preste atenção a Verstappen. Assistir ao provável bicampeão mundial é ver um pedaço da história ser escrita.

Os mecânicos da Ferrari lamentam abandono de Charles Leclerc no GP da França. Fundamental evitar mais disso (Foto: Eric Gaillard/AFP)

A Ferrari pode até ter feito mais que o bastante para perder o campeonato, mas também é bom ficar de olho vivo nos carros vermelhos. O fim deste ano é fundamental para entender do que é que a Ferrari vai viver nos próximos anos, ao menos até 2025, período em que carros e motores serão da mesma geração desde ano atual.

A realidade é que as críticas justas desferidas aos erros operacionais de tomada de decisões estratégicas e reação aos problemas precisam ser pontuadas também com o sucesso do atual grupo de comando em voltar a colocar a Ferrari em companhia de respeito no quesito desempenho.

“Quando o assunto é estabilidade, pagamos o preço pelo desenvolvimento que tivemos de fazer. Muita coisa em nosso motor é novidade, diferente de nosso oponente. Tivemos de desfazer uma desvantagem imensa”, afirmou o chefe Mattia Binotto em entrevista recente à revista alemã Auto Motor und Sport.

“Estamos definitivamente pagando o preço por isso. Estava claro que tínhamos de nos forçar a ir até o limite, porque, na realidade, não podíamos levar nosso déficit para uma nova era de carros em que os motores seriam congelados. As metas que estabelecemos para nós mesmos foi muito ambiciosa. Nunca vi um avanço assim em 27 anos de Ferrari”, exaltou.

“Foi um feito incrível, especialmente num momento em que as horas de teste são limitadas. É exatamente por isso que pagamos em termos de confiabilidade. Em anos normais, passaríamos muitas horas no dinamômetro e começaríamos programas paralelos de desempenho e confiabilidade. Desta vez, tínhamos uma escolha. Agora, quando eu conto as horas que passamos trabalhando no motor novo e comparo com o que a Honda fez, estamos, definitivamente, em desvantagem. A Honda tinha a experiência porque construíram o motor deles em cima de um que já existia [o do ano passado]. Estamos fazendo o mesmo, neste momento — na pista e nos testes. A meta é consertar os problemas o mais rápido possível”, encerrou.

O que a Ferrari entende é que o desempenho puxou demais as atenções e melhorou de maneira tão contundente que a confiabilidade ainda não caminhou junto. Binotto garante que cada exemplar de motor utilizado neste ano veio com maior confiabilidade que o anterior. O objetivo é manter o carro na pista e parar de vê-lo gerar tristeza.

“É muito difícil por duas razões. Quando falamos de falhas de motor, bom, comandei o departamento no passado – e ver fumaça sair do carro nunca é bacana. É mais um sentimento de depressão. Quando você está liderando a corrida, como Charles estava em Baku – mas também podemos mencionar Carlos na Áustria -, estes são problemas que você nunca gostaria de ver”, afirmou à Motorsport italiana.

Daqui até o fim do ano, seria bastante positivo a Ferrari parar de enfiar os pés pelas mãos de maneira obstinada como fez até aqui, em corridas como Mônaco e Inglaterra, quando tirou seu principal piloto de 2022, Leclerc, da briga por completo. Leclerc consegue consolidar o papel de líder? Binotto e seu time são capazes de se provar como capazes de devolver os italianos à glória que não conquista há mais de uma década?

A Mercedes, de Lewis Hamilton e George Russell, ganha corrida em 2022? (Foto: Mercedes)

Atrás de Red Bull e Ferrari, uma Mercedes ainda em crise de identidade. É verdade que o crescimento está estabelecido, mas após oito títulos de Construtores e sete de Pilotos nos oito anos anteriores, qualquer lugar que não seja o topo acaba por confundir o time anglo-alemão.

O W13 nasceu mal e obrigou um hercúleo trabalho de recuperação. Talvez os quiques não incomodem mais como fizeram insistentemente por tanto tempo e o desempenho tenta dado um salto, mas, na última vez que deu para ver os carros na pista, as Flechas Prateadas ainda estavam seguramente atrás das rivais.

Sim, Lewis Hamilton está numa série de cinco pódios seguidos, enquanto George Russell ficou abaixo do quarto lugar somente uma vez nas últimas seis corridas — quando se envolveu num acidente de corrida na largada do GP da Inglaterra e abandonou. Em termos de resultado é até possível dizer que a Mercedes cresceu para cima da Ferrari, mas isso vem por circunstâncias especiais. O desempenho puramente colocado ainda é melhor em Maranello.

Mas o crescimento é certo. Se o começo do ano foi de passar sufoco para tentar entender o que funcionava ou não no carro, a realidade já é outra.

“Foi bom ver que esse chassi estreito pode ter bom desempenho nas corridas. Os sidepods foram uma distração dos problemas gerais que tivemos de corrigir. Se pensarmos, estávamos pulando o tempo todo há apenas três corridas, em Montreal, Baku e Mônaco”, avaliou Andrew Shovlin, diretor de engenharia da Mercedes.

“Agora, quando os pilotos vão à pista, quando eles falam de saltos é porque tiveram um pouco disso em alguma curva, num determinado ponto. É quase notável a ausência [dos quiques]. E conseguimos aplicar essas melhorias ao pacote atual, o que é um bom sinal. É bom ver que Lewis e George encontraram a confiança que faltava no carro”, seguiu o engenheiro.

“Esse carro tem sido particularmente irritante na forma como tem dado vislumbres de performance e do que pode ser, num nível que dificulta pensar em desistir dele. Isso acaba te sugando um pouco, do ponto de vista da engenharia”, explicou.

“É um carro complicado. Um dos problemas é que não temos downforce suficiente, precisamos encontrar mais downforce para gerar mais potência. Mas, no geral, é um sinal útil de que estamos na direção certa. O pódio duplo, a pole-position são coisas com as quais só sonhávamos no início do ano. E isso é encorajador, estamos progredindo”, concluiu.

É provável que a Mercedes tenha aproveitado as férias para evoluir mais e desfazer um tanto do déficit, mas a pergunta real que começa a surgir é: Hamilton ou Russell conseguem vencer uma corrida em 2022? Ninguém acha que a Mercedes termina 2022 no nível das rivais, mas será um sucesso impressionante de evolução se conseguir vencer corrida e acabar a temporada perto, dando a impressão de que pode chegar a 2023 em condições de brigar.

Daniel Ricciardo está na pista para negócio (Foto: McLaren)

Há um imbróglio enorme na F1 que está longe das três principais equipes do grid. Após Vettel — vamos falar dele em instantes — decidir deixar a Fórmula 1 no fim do ano, abriu um buraco no grid que teria de ser preenchido. Foi o que transformou o castelo de cartas da afiliação dos pilotos em torre de babel. A Aston Martin tirou Fernando Alonso de uma surpresa Alpine, que tentou agir e confirmar Oscar Piastri como substituto. Piastri, porém, disse não: já tinha acordo para substituir Daniel Ricciardo na McLaren.

A vaga aberta na Alpine era realmente surpreendente, porque desde o começo de 2022 era sabido que a equipe francesa teria o privilégio de escolher entre Alonso e Piastri para ser companheiro de Esteban Ocon em 2023, mas a demora para definir terminou por colocar os dois pássaros a voar. Só que a protagonista desta história é a McLaren.

Inicialmente, porque nenhuma das duas vagas estava aberta para 2023, ao menos na linguagem oficial. Lando Norris tem contrato longo, enquanto Ricciardo tinha acordo válido até o final de 2023. O fato de definir pela demissão de Ricciardo, confirmada apenas ontem, na semana do retorno das férias, não é grande problema. Pagando a rescisão prevista em contrato ou entrando em algum tipo de acordo, tudo está certo. É normal no esporte.

O que não é normal é a McLaren sair oferecendo a vaga de um piloto contratado. Com um canto da sereia dos mais poderosos já vistos, o diretor-executivo, Zak Brown, colocou Colton Herta para testar o carro e usou o espaço de Ricciardo para atrair a renovação de Pato O’Ward e fazer Álex Palou deixar a Ganassi de maneira desastrada, com direito a litígio legal. Tudo isso para uma vaga fantasma na Fórmula 1 que nunca existiu. Não existia porque foi entregue a Piastri. Assim como impulsionou Palou a um litígio, fez o mesmo com Piastri e a Alpine. Incrível poder de persuasão.

Para Piastri, campeão da Fórmula 2 em 2021, menos mal: ele ficou com a vaga na principal categoria de automobilismo do mundo. Palou, porém, ficou chupando o dedo. Não tem vaga na Fórmula 1, foi enganado perante o mundo inteiro — conforme a própria advogada dele deixou claro — e ainda terá de trocar a enorme Ganassi por uma McLaren que é menos tradicional na Indy. E pensar que, campeão, Palou estava na fila para se tornar o grande nome da equipe de Chip quando Scott Dixon decidisse pendurar o capacete.

“Estamos decepcionados que a Chip Ganassi Racing tenta impedir Álex de uma oportunidade de competir na Fórmula 1, e ainda mais com o processo e os comentários contínuos à imprensa sobre esse assunto. Álex sempre deu seu melhor esforço para a CGR, e é lamentável que tentem negar a Álex nesta oportunidade”, declarou Rachel E. Epstein, da firma Quinn Emanuel Urqhart & Sullivan.

O fim de 2022 oferece a oportunidade para algumas questões, pois. Como ficará a relação da Alpine e seu chefe, Otmar Szafnauer, com Alonso e Piastri, que, ao menos até segunda ordem, continua sendo o piloto reserva dos franceses até novembro? E Ricciardo, o que fazer? Não fica a sensação de que o australiano tem enormes rusgas públicas com a equipe, mas a McLaren não tratou Daniel com o respeito que deveria tratar sobretudo alguém que tem vitória pela equipe. A maior questão sobre Ricciardo é qual o futuro. O que se sabe é apenas que deseja ficar na F1.

“Olho para trás, para este tempo com a McLaren, com um sorriso. Aprendi muito sobre mim mesmo, acho que sobre coisas que vão me ajudar no próximo passo da minha carreira e, no geral, na vida”, desabafou no anúncio da saída da McLaren, em vídeo que fez na conta particular no Instagram. “Do ponto de vista dos resultados, com certeza, de consistentemente conquistar os resultados e a performance que eu estava buscando, não estava sempre lá, isso fez alguns fins de semana difíceis, senti isso, absolutamente”, continuou.

“O esporte, eu ainda amo. Eu ainda amo. Isso não afetou nada disso. Ainda tenho esse fogo dentro de mim, ainda tenho essa crença dentro de mim de que posso fazer isso no mais alto nível, então tudo isso ainda está lá”, desabafou. “Só quero dizer que agradeço o apoio de todo mundo, nos bons, maus e todos os outros momentos. Esse não é o ponto final para mim. Mas veremos o que vem pela frente”, finalizou.

A Alpine, que tem vaga e conhece muito bem o piloto, recebeu uma ligação de Ricciardo; a Haas foi quem buscou Daniel para sondá-lo. Dependendo de para onde for, Ricciardo pode iniciar uma série de outros movimentos inesperados no grid como, por exemplo, colocar Mick Schumacher no mercado. Resta ver.

Sebastian Vettel vive a turnê do adeus (Foto: Jure Makovec/AFP)

E há Vettel. O tetracampeão mundial anunciou a aposentadoria e terá nove últimas corridas. Quando chegar a Abu Dhabi, encerra uma história que, salvo algum sobressalto nos próximos meses, vai terminar com 300 GPs entre 2007 e 2022. O motivo de sair da cena dos volantes aos 35 anos? Explicou quase em forma de poema, que reproduzimos na sequência.

“Anuncio minha aposentadoria da Fórmula 1 ao fim da temporada de 2022. Provavelmente deveria começar com uma longa lista de pessoas para agradecer, mas sinto que é mais importante explicar os motivos que me levaram a tomar essa decisão. Eu amo o esporte e ele tem sido uma parte central da minha vida desde que consigo me lembrar. Mas, por mais que exista uma vida na pista, existe também uma fora dela. Ser um piloto de corrida nunca foi minha única identidade. Eu acredito muito em uma identidade construída por quem somos e como tratamos os outros, acima do que fazemos para viver”, disse.

“E quem sou eu? Sou Sebastian, pai de três crianças e marido de uma mulher maravilhosa. Sou curioso e facilmente fascinado por pessoas apaixonadas e habilidosas. Sou obcecado por perfeição. Sou tolerante e sinto que todos nós temos os mesmos direitos de viver – não importa como é nossa aparência, de onde viemos e quem amamos. Amo sair e amo a natureza e suas maravilhas. Sou teimoso e impaciente. Posso ser muito chato, também. Gosto de fazer as pessoas rirem. Gosto de chocolate e do cheiro de pão fresco. Minha cor favorita é azul. Acredito na mudança e no progresso – e que cada pequena ação faz a diferença. Sou otimista e acredito que as pessoas são boas. Além do automobilismo, tenho uma família e amo estar perto dela”, apontou.

“Adquiri, ao longo do tempo, outros interesses além da Fórmula 1. Minha paixão pelo esporte e pela F1 acarreta em muito tempo longe da família e tira muito da minha energia. Viver comprometido com a minha paixão – do jeito que fiz e que acredito ser certo – não é mais compatível com o meu desejo de ser um ótimo pai e marido. A energia necessária para se juntar ao carro e ao time, em busca da perfeição, demanda foco e comprometimento. Minhas metas mudaram: de vencer corridas e lutar por campeonatos, para ver meus filhos crescerem e passar meus valores a eles, ajudando-os quando eles caem, ouvindo-os quando precisam de mim, não ter que falar ‘tchau’, e mais importante, ser capaz de aprender com eles e deixar eles me inspirarem, explicou.

“As crianças são o nosso futuro. Além disso, sinto que há muito para explorar e aprender sobre a vida e sobre mim mesmo. Falando do futuro, sinto que vivemos em tempos muito decisivos e como todos nós moldamos esses próximos anos determinará nossas vidas. Minha paixão vem com certos aspectos que aprendi a não gostar – eles podem ser resolvidos no futuro, mas a vontade de aplicar essa mudança tem que crescer muito, ser muito mais forte, e tem que levar à ação hoje. Falar não é suficiente e não podemos esperar. Não há alternativa. Essa corrida já está em andamento. Minha melhor corrida? Ainda está por vir, garantiu.

“Eu acredito em seguir e olhar para frente. O tempo é uma rua de mão única, e eu quero ir com ele. Olhar para trás só vai atrasar você. Estou ansioso para correr em pistas desconhecidas e encontrar novos desafios. As marcas que deixei na pista ficarão até o tempo permitir e a chuva as lavará. Novas marcas serão colocadas. O amanhã pertence àqueles que moldam o hoje. A próxima curva está em boas mãos, pois a nova geração já está aqui. Acredito que ainda há uma corrida a vencer. Adeus, e obrigado por me deixar compartilhar a pista com você. Eu amei cada parte disso”, terminou.

Podemos usar o espaço para debater a qualidade técnica da temporada de Vettel — e, na humilde opinião deste jornalista, é a melhor desde 2018, apesar dos piores resultados —, mas seria perda de tempo. Fato é que a Aston Martin já admite pensar em 2023 e, neste momento, está distante de qualquer briga de verdade no Mundial de Construtores. Não há muito mais a fazer nas pistas, no caso de Vettel, diferente de simplesmente tentar tirar o máximo de cada fim de semana, leve isso onde levar, pontos, pódio ou um 15º posto.

Daqui para frente, muito mais importante que isso, é celebrar Vettel. Pense você o que quiser sobre Sebastian, é justo que seja assim, mas não dá para mudar a realidade. E os fatos estão postos.

Desde que entrou no grid e estreou no GP dos Estados Unidos de 2007, já na parte final da temporada, então com 20 anos, Vettel disputou 291 corridas e terá mais nove pela frente. Assim, chegará aos 300 GPs. Neste período, venceu 53 vezes, foi a 122 pódios, anotou 57 poles e conquistou quatro títulos mundiais.

Sebastian está empatado com Alain Prost como tetracampeão mundial, atrás apenas de outros três pilotos com mais conquistas; é o mais jovem da história a fazer pole e vitória no mesmo fim de semana (21 anos e 73 dias, GP da Itália de 2008) e o mais jovem da história a fazer pole, vitória e volta mais rápida (21 anos e 353 dias, GP da Inglaterra de 2009). É, junto de Nigel Mansell em 1992, o piloto com mais vitórias partindo da pole num mesmo ano (nove, 2011). Vettel é o terceiro piloto com mais vitórias e mais voltas lideradas, o quarto com mais poles e o sétimo com mais corridas na história.

Foi o mais jovem da história a vencer uma prova, quando triunfou de maneira inesperada na Itália, em 2008, pela pequena Toro Rosso. O recorde depois foi superado por Max Verstappen, mas ainda é Seb o campeão mais jovem de todos os tempos: tinha 23 anos e 134 dias quando comemorou o título de 2010. Já que conquistou quatro campeonatos seguidos, também é o bi, tri e tetracampeão mais jovem de todos. Quando encerrar a carreira, terá 300 GPs.

É um peso-pesado de todos os tempos. Como tal, merece a despedida que os gigantes devem ter. Merece ter a F1 aos seus pés uma vez mais.

Vocês, mais jovens, que não estavam por aqui quando Vettel dominava a Fórmula 1 como um meteoro, tenham certeza: foi muito bonito de ver. A despedida tem de ter a mesma beleza. Desfrutem.

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