Retrospectiva 2021: Acidentes entre rivais pelo título e zebras: as cenas do ano

O que não faltaram na F1 2021 foram cenas marcantes. Em uma das maiores temporadas de todos os tempos, zebras incríveis, grandes disputas e até acidentes - sim, no plural - entre os candidatos ao título entraram para a história da categoria

Resumir a temporada da Fórmula 1 é uma tarefa das mais inglórias. Assim, a RETROSPECTIVA 2021 de hoje tenta relembrar o que foi o campeonato a partir de algumas de suas cenas mais marcantes. Com um sem número de momentos que mereciam citação, sem mais delongas, vamos a uma espécie de lista, que vai das glórias de zebras até tumultos entre Max Verstappen e Lewis Hamilton, que polarizaram as atenções.

Verstappen x Hamilton – além dos acidentes

A quantidade de coisas que tiveram entre Hamilton e Verstappen, hein? Impossível resumir em um só tema, muito menos em poucas linhas. Comecemos, então, simplesmente pela disputa mais acirrada dos últimos tempos, uma das mais equilibradas da história. Quem não vai se lembrar, por exemplo, do choro de emoção de Max ao ser campeão com manobra na última volta em Abu Dhabi? Ou então quando Lewis quebrou protocolos e vibrou muito fora do pódio na Arábia Saudita ao empatar o campeonato antes da decisão?

Sim, sabemos que o leitor está doido para falarmos dos acidentes, mas temos mais antes para falar dos dois, viu? Por exemplo: e quando Verstappen foi flagrado por um leitor do GRANDE PRÊMIO mexendo na asa traseira do rival e isso gerou uma multa gigantesca? Ou até mesmo o climão entre os dois nos últimos pódios de 2021, aquele ar bélico que ficava…

LEWIS HAMILTON; MAX VERSTAPPEN; GP DO CATAR; PÓDIO; GRANDE PRÊMIO DO CATAR;
Hamilton e Verstappen quase não se olhavam mais nos pódios finais em 2021 (Foto: Clive Mason/Getty Images/Red Bull Content Pool)

Mas a dupla de rivais, quase inimigos, também protagonizou cenas marcantes de outras formas. Foi lindo, por exemplo, quando Verstappen venceu de forma avassaladora na Holanda e foi comemorar na frente do mar laranja, de milhares de torcedores que já estavam mais para lá do que para cá. E Hamilton não ficou atrás, não, ou vai dizer que não se emocionou com o inglês enrolado na bandeira do Brasil após a virada histórica em Interlagos?

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Verstappen x Hamilton – sim, os acidentes

Ok, agora vamos falar dos acidentes, né? Primeiro, pontuando que os ‘quase-acidentes’ foram vários o ano todo, afinal, a disputa estava bem ríspida o tempo todo. Verstappen, principalmente, não aliviava e cenas como a da quase batida em Interlagos ficaram mais comuns em 2021. Mas, em três momentos, não houve quem evitasse a pancada. E o clima pesou ainda mais.

O primeiro foi no GP da Inglaterra. Depois de uma sprint race tensa, mas, principalmente, de uma sequência de corridas em que os dois já vinham ameaçando se estranhar, a batida veio logo no comecinho da corrida, quando ambos faziam uma volta quase inteira lado a lado. É claro que não tinha como dar outra: colisão na curva Copse. As consequências foram severas: Verstappen no muro e Hamilton punido em 10s, mas que foram pelo ar com uma ótima recuperação e uma vitória crucial no campeonato. O clima de tensão estava cada vez pior.

MAX VERSTAPPEN; LEWIS HAMILTON; GP DA ARÁBIA SAUDITA; F1; FÓRMULA 1;
Max Verstappen fez brake test em cima de Lewis Hamilton em Jedá (Foto: Lars Baron/Getty Images/Red Bull Content Pool)

Três corridas mais tarde – e com direito a um strike de Valtteri Bottas na Hungria, pegando o próprio Verstappen, os postulantes ao título voltaram a se encontrar. Talvez ali tenha sido a cena do ano, um acidente meio bizarro no GP da Itália. Desta vez, os dois abandonaram, inclusive com a Red Bull de Max parando em cima da Mercedes de Lewis. O punido também mudou: o holandês tomou três posições no grid do GP da Rússia, prova em que optou por trocar o motor e, mesmo assim, ainda chegou em segundo.

E teve tempo para mais, talvez o mais controverso dos encontros entre os dois. Foi uma batida estranhíssima, na Arábia Saudita, em que Verstappen quase parou no meio da reta, supostamente para devolver a posição para Hamilton. A FIA concluiu, porém, que o holandês fez uma espécie de brake test. A punição foi de 10s, mas houve quem defendesse a desclassificação do piloto da Red Bull, que foi segundo em Jedá, justamente atrás de Hamilton.

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As zebras do ano

Ainda que tenha sido um ano que ficou para a história pelo duelo Verstappen x Hamilton, muitos outros pilotos e equipes tiveram momentos de brilho. Vai ficar, por exemplo, o pódio de Baku, com Sergio Pérez vencendo pela primeira vez com a Red Bull e tendo, ao lado, Sebastian Vettel e Pierre Gasly, de Aston Martin e AlphaTauri, respectivamente. Rolou também pódio de Fernando Alonso no Catar, quatro de Carlos Sainz, duas poles de Charles Leclerc, um ‘meio-pódio’ de George Russell na Bélgica.

PÓDIO; GP DO AZERBAIJÃO; BAKU; SEBASTIAN VETTEL; SERGIO PÉREZ; PIERRE GASLY;
Sergio Pérez e Pierre Gasly dividiram o pódio em Baku neste ano (Foto: Maxim Shemetov/ Red Bull Content Pool/Getty Images)

Mas nada supera o que foram as vitórias de Esteban Ocon e Daniel Ricciardo. O francês, em um GP da Hungria caótico, mas em atuação espetacular, com ótimo ritmo e boas defesas aos ataques de Vettel, triunfou pela primeira vez na carreira, tirando a Alpine de uma seca de mais de década, a primeira vitória do time desde o retorno à F1.

No caso de Ricciardo, também um desempenho muito sólido na Itália, mas com um ponto extra espetacular: foi uma dobradinha da McLaren, com Lando Norris em segundo. Mais do que isso, foi o único 1-2 da temporada inteira! Sim, nem Mercedes, nem Red Bull, nenhum outro time conseguiu corrida nenhuma com seus pilotos em primeiro e segundo. Um feito surreal da McLaren, com todo mundo tomando champanhe na sapatilha de Daniel no pódio.

Mick Schumacher e Sebastian Vettel foram ótimas figuras fora das pistas da F1 (Foto: Haas F1 Team)

Show (e fiasco) fora da pista

Nem só de disputas e feitos dentro das pistas viveu a F1 2021. Grandes atos aconteceram também fora delas, como os protestos por direitos humanos e sociais protagonizados, especialmente, por Vettel, Hamilton e Mick Schumacher, em países conservadores como a Hungria e, principalmente, a Arábia Saudita e o Catar.

Fora das pistas, também, Michael Masi e sua turma apareceram mais do que o desejado. Com diversas tomadas de decisão controversas, inclusive na relargada que decidiu o campeonato, talvez em termos de cenas a pior tenha vindo na Bélgica, quando a FIA segurou até não poder mais para avisar que não faria corrida, fazendo com que os torcedores belgas sofressem em meio a um temporal daqueles. Zero senso de preocupação com o fã.

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