Favoritos naufragam na disputa entre novatos em 2022. Bezzecchi nada de braçada

Campeão e vice da Moto2 em 2021, Remy Gardner e Raúl Fernández subiram para a MotoGP cercados de expectativas e eram os favoritos para dominar a disputa entre os rookies em 2022. Passada a primeira metade da temporada, os dois estão na lanterna da classificação, atrás até mesmo de Darryn Binder, que queimou etapas e pulou a Moto2. Melhor para Marco Bezzecchi, que sobra na tabela, e Fabio Di Giannantonio, que já conseguiu um momento ao sol em um ano que a Gresini foi destaque

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Poucas coisas são mais surpreendentes na temporada 2022 da MotoGP do que a disputa entre os novatos. Levando em conta o currículo dos cinco estreantes deste ano, era consenso de que Remy Gardner e Raúl Fernández seriam os mais destacados: afinal, eles chegaram à elite da motovelocidade ostentando o rótulo de campeão e vice da Moto2.

O que se viu nas primeiras 11 corridas da temporada, porém, foi um verdadeiro naufrágio. E não é nem que o navio tenha atingido um iceberg no meio do oceano. Ele mal conseguiu sair do porto mesmo. Remy somou apenas nove pontos até aqui — mas pontuou logo na estreia —, enquanto Raúl tem só cinco — o espanhol só conseguiu um top-15 no GP da Catalunha, nona corrida do ano.

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Marco Bezzecchi conquistou o segndo lugar no GP da Holanda (Foto: VR46)

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É verdade que a RC16 da KTM não vive lá grande fase, mas também não é para tanto. Brad Binder é o sexto no campeonato, com 93 pontos, enquanto Miguel Oliveira, que já até venceu corridas, soma 71 tentos.

O que chama mais atenção é a relação difícil que Gardner e Fernández desenvolveram com a KTM e com Hervé Poncharal. O dono e chefe da Tech3. No caso do australiano, o agente já virou até persona non grata em Mattighofen. O caso do espanhol é um pouco diferente: a casa austríaca errou com ele desde o início, forçando-o a subir para a MotoGP com uma moto que ele não queria. Raúl queria a Yamaha, mas a KTM forçou a mão, fez valer o contrato e já assumiu o erro.

Mas sabe o que mais chama a atenção? Que os dois estejam atrás até mesmo de Darryn Binder. O sul-africano era quem todos esperavam na lanterna do campeonato. Afinal, ele pulou etapas e não passou pela Moto2, saltando direto da Moto3, onde, aliás, não foi nenhum fenômeno.

O caçula dos irmãos Binder somou dez pontos no ano, um a mais do que Remy, e tem como melhor resultado no ano um décimo lugar no chuvoso GP da Indonésia, um resultado nunca alcançado pelo duo de Poncharal. Totalmente inesperado!

Fabio Di Giannantonio, por outro lado, teve até a chance de ter um dia de glória, mas ainda não dá para dizer que faz um ano dos mais brilhantes. Foram 18 pontos em 11 etapas, pontuando apenas a partir do GP da França, sétima etapa de 2022.

O novato, entretanto, foi protagonista de um dia glorioso da Ducati na Itália. Em Mugello, Fabio surpreendeu todo mundo ao conquistar a primeira pole-position — dele e da Gresini —, diante de Marco Bezzecchi, Luca Marini, Johann Zarco e Francesco Bagnaia. Ou seja: um 1-2-3-4-5 da casa de Bolonha.

A corrida, é verdade, não terminou assim tão bem — ele foi apenas 11º —, mas a história vai contar que ele conquistou uma pole em casa, com equipe italiana e moto italiana. Ruim, não é.

Raúl Fernández é o pior entre os novatos da MotoGP em 2022 (Foto: KTM)

O melhor dos estreantes, porém, é Marco Bezzecchi. O pupilo de Valentino Rossi chegou à MotoGP vindo de um terceiro lugar no Mundial de Moto2 e deixou de pontuar em apenas quatro das 11 corridas disputas na primeira parte do ano. Depois do GP da França, deu um bom salto de performance, mas a melhor atuação veio mesmo na Holanda, com um segundo lugar, o primeiro pódio da VR46 na classe rainha.

Bez agora acumula 55 pontos, 37 a mais do que Di Giannantonio, o rival mais próximo na briga pelo posto de novato do ano. O contrato com a VR46 ainda não foi oficialmente renovado, mas ninguém acredita que ele não ficará por lá.

A VR46 tem feito um ótimo trabalho, e, discreto, Bezzecchi deixou os favoritos para trás para ser o estreante de maior destaque até aqui.

MotoGP agora entra em férias e volta à ativa apenas no dia 7 de agosto, com o GP da Grã-Bretanha, em Silverstone. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do Mundial de Motovelocidade 2022.

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