Honda abandona tradição e apresenta pintura em tons de preto, azul e vermelho na MotoGP

Seguindo o indício que já tinha dado nos testes da Malásia, a Honda abandonou a tradição e, com a redução do apoio da Repsol na MotoGP, usou as cores da HRC no layout das motos de Joan Mir e Luca Marini

A Honda vai encarar a temporada 2024 da MotoGP quase que completamente repaginada. Nem o tradicional layout laranja, branco e vermelho resistiu à crise de performance e a saída de Marc Márquez. Assim, a RC213V surge de visual novo, com a pintura nas cores preta, azul e vermelho.

Os indícios de mudança já tinham aparecido nos testes de Sepang, quando uma moto em fibra de carbono foi adesivada com menos destaque para a Repsol, histórica patrocinadora e responsável pela pintura quase inalterada desde 1995, quando a petrolífera passou a dar o tom do protótipo japonês.

Agora, porém, o cenário é outro. Pela 30ª temporada seguida, a Honda segue contando com o apoio da Repsol, mas com menos envolvimento da empresa espanhola. Assim, a montadora japonesa entendeu que não havia motivo para destacar tanto assim a petrolífera, que ficou com uma pequena parte inferior da carenagem.

Por isso, tal qual aconteceu com a CBR1000RR-R Fireblade SP do Mundial de Superbike, a Honda escolheu as cores tradicionais da marca, pintando a RC213V de azul, vermelho e branco. É a primeira vez desde 1994 que o protótipo da marca se afasta do célebre laranja.

A nova pintura da Honda para a temporada 2024 (Foto: Honda)

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Mas a cor não é a única novidade. Depois de 11 temporadas, a Honda se vê sem Marc Márquez, que rompeu o contrato um ano antes do previsto e vai correr pela Gresini. Como substituto, a equipe escolheu Luca Marini, que deixou a VR46 para formar par com Joan Mir.

Juntos, os dois terão a responsabilidade de ajudar a colocar a gigante japonesa de volta nos eixos. 2023 foi ano bastante ruim, com a última colocação no Mundial de Construtores. O que colocou a Honda contra a parede.

Graças a uma mudança na regra das concessões — buscada pela Dorna, promotora do campeonato, justamente para dar uma mão para as duas fábricas do Japão —, a Honda poderá fazer mais testes no ano e desenvolver o motor ao longo da temporada, o que deve acelerar o processo de reação.

Pelo que se viu no teste de Sepang, a montadora trabalhou bem no inverno, mas ainda não deu o salto necessário para retomar o protagonismo. Ainda assim, é um ano para fazer mais do que em 2023 e, quem sabe, tentar recuperar o maior ativo para o próximo campeonato: Marc Márquez.

MotoGP retoma as atividades entre os dias 19 e 20 de fevereiro em Lusail, no Catar, para concluir a pré-temporada. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.

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