Honda termina corrida sem pontuar pela primeira vez em 40 anos na MotoGP

Pela primeira vez em 40 anos na classe rainha do Mundial de Motovelocidade, a Honda terminou uma corrida sem pontuar no Mundial de Construtores. Só Stefan Bradl finalizou o GP da Alemanha, mas em 16º — e culpando o calor "inaceitável" da RC213V

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Embora tenha um belo histórico em Sachsenring, o GP da Alemanha de 2022 não trouxe bons resultados para a Honda. Pelo contrário, trouxe, na verdade, o pior em muitos anos para amarca japonesa. Isso porque, com Marc Márquez ausente, restou a Pol Espargaró, Álex Marquéz, Takaaki Nakagami e o reserva Stefan Bradl pontuarem no Mundial de Construtores. No entanto, os três primeiros abandonaram e piloto de testes finalizou apenas em 16º, portanto fora da zona de pontuação.

Com isso, pela primeira vez na história da MotoGP, a Honda finaliza uma corrida sem pontos. A única vez em que isso aconteceu na classe rainha do Mundial de Motovelocidade  — ou seja, levando em conta as 500cc — foi no GP de Nogaro de 1982, quando as principais equipes de fábrica (Yamaha, Honda e Suzuki) boicotaram grande parte do evento devido às condições perigosas da pista.

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Pol Espargaró abandonou na Alemanha (Foto: Honda)

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O resultado final para Honda é um tanto inusitado, principalmente, pelo histórico no circuito alemão. Desde 1998, é a equipe mais bem-sucedida na Alemanha: tem 17 vitórias. Márquez, que se recupera de uma quarta cirurgia no braço direito, venceu as últimas oito corridas, de 2013 a 2021.

Só que a sorte não esteve ao lados dos pilotos da Repsol Honda e da LCR. Pol Espargaró caiu durante os treino e, com dores durante a corrida, decidiu abandonar. Takaaki Nakagami sofreu mais uma forte queda e também deixou a prova. Por último, Álex Márquez teve problemas com um dispositivo na traseira da moto e foi forçado a recolher a moto.

“O dispositivo de largada traseiro ficou travado desde a primeira volta. Na primeira curva, ele ficou para baixo, por isso a moto estava agindo como uma chopper. Foi difícil entender, machucou meu pé nas curvas. Tentei corrigi-lo manualmente, fiz isso várias vezes, mas não consegui”, explicou Alex.

Bradl acabou reclamando de um problema bem sério: o calor extremo da RC213V, que chegou até mesmo a queimá-lo. “Tive um grande problema em pilotar a moto nessas condições quentes, porque depois de seguir os pilotos à minha frente nas primeiras curvas, não consegui frear, pois minha mão direita ficou muito quente e não consegui mais controlar a moto”, revelou.

“Depois de algumas voltas, tive que desistir para respirar um pouco de ar fresco para minha moto e para meu corpo. E então eu estava apenas tentando terminar a corrida. Não sei como terminei a corrida porque fisicamente estava mais do que no limite. Queimei a perna direita porque estava muito quente. O calor do motor ou algo assim não é aceitável”, concluiu.

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