F1

Chefes de equipe mostram resistência a novos times e defendem grid com mais “qualidade do que quantidade”

Durante coletiva de imprensa antes do GP da Austrália, Cyril Abiteboul, Toto Wolff e Christian Horner falaram sobre a chegada de novos times no grid, e defenderam que qualidade das equipes é mais importante do que o número deles
Grande Prêmio / Redação GP, de Campinas
Dias depois da declaração de Jean Todt, presidente da FIA, sobre o desejo da entrada de novos times na Fórmula 1, os chefes de equipe das quatro principais escuderias do grid atual foram perguntados sobre o assunto durante a coletiva de imprensa do GP da Austrália, que foi realizada nesta sexta-feira (15).

Os dirigentes defenderam que a qualidade dos times presentes no grid é mais importante do que a quantidade. Cyril Abiteboul, chefe da Renault, foi o mais positivo em relação ao ingresso de novas equipes no paddock. Para o francês, se um modelo de negócios for encontrado, a categoria pode procurar por novas entradas.

"Eu acho que o importante é o número de equipes competitivas e que podem diretamente contribuir para o show, e que podem mostrar expectativa por vitória. Porém, se houver um modelo de negócios sustentável para 12 times competitivos, acho que deveria ser olhado", comentou Cyril, que lidera a Renault, quarta colocada no mundial de construtores de 2018.
Coletiva de imprensa do GP da Austrália (Foto: Reprodução)
Toto Wolff, que lidera a pentacampeã mundial Mercedes, acredita na valorização dos times que compõe o grid. Será a terceira temporada consecutiva com dez times, e para o austríaco, quanto maior a estabilidade das equipes, maior é a chance de novas montadoras e investidores aparecerem na Fórmula 1.
 
"Acho que o mais importante é que o grid pareça completo e que os expectadores possam ver muitos carros na pista, mas acho que estamos em um lugar decente agora na F1, e o valor das equipes é mais importante. Manter estas franquias limitadas para atrair as melhores marcas para entrar ou participar em equipes existes. Acredito que o mais importante é avançar", declarou Wolff.

Enquanto Mattia Binotto, da Ferrari, preferiu não se estender no assunto, Christian Horner, chefe da Red Bull e que falou recentemente sobre a possibilidade de saída do time da categoria, bateu na tecla da qualidade e da dificuldade em montar uma equipe por conta dos altos custos, citando casos de escuderias que não sobreviveram por muito tempo no grid, como Caterham, Manor e HRT.
 
"Eu sempre prefiro qualidade à quantidade. Acho que temos dez times em boas condições financeiras comparados aos anos anteriores. E como vimos, quando o grid foi expandido, nenhum dos times que apareceram nos anos atrás estão vivos. Na Fórmula 1, o custo pra entrar é tão alto que é praticamente impossível exceto se você for uma montadora ou um multi-bilionário, e talvez não seja suficiente. Acredito que temos um bom balanço no momento. Prefiro olhar e ter mais qualidade, com os carros mais próximos do que convidar equipes para compor grid e serem retardatários", concluiu o inglês.

O terceiro treino livre, no sábado, começa 0h (horário de Brasília). A classificação está programada para 3h. O GRANDE PRÊMIO acompanha AO VIVO e em TEMPO REAL todas as atividades do fim de semana do GP da Austrália, prova que abre a temporada 2019 do Mundial de F1. Siga tudo aqui.

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