GUIA 2021: Coadjuvantes de luxo em 2020, McLaren e RLL vão atrás do próximo passo

O pelotão intermediário da Indy não está tão compacto quanto em outros anos, mas com bom potencial para incomodar o grupo da frente, especialmente nos casos da McLaren, de Pato O'Ward, e da RLL, de Graham Rahal

A McLaren teve um desempenho impressionante na chegada ao grid da Indy, em 2020, deixando para trás equipes fortes como a RLL e incomodando, na maior parte do tempo, a Andretti e até a Penske e a Ganassi. Para 2021, a missão parece clara: firmar os pés como a grande força do meio do pelotão e, quem sabe, lutar de verdade pelo título da categoria.

A grande esperança ali é Pato O’Ward e nem poderia ser diferente. Jovem sensação do automobilismo mundial, o mexicano entrou na Indy como se estivesse chegando a uma categoria qualquer, desde sempre batendo de frente com os principais nomes do grid. 2020 teve pole, pódios, mas a vitória escapou no detalhe e é aí que precisa estar o foco antes de poder sonhar de fato com a taça.

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A McLaren, que herdou uma interessante estrutura da Schmidt Peterson de 2019 para 2020, já havia chegado com um status de bom time médio, mas agora tem sobre ela a expectativa de virar grande de vez. Para acompanhar Pato, Felix Rosenqvist foi contratado, ocupando um espaço que Oliver Askew não conseguiu preencher no ano passado. Ainda, Juan Pablo Montoya chega para brigar pela vitória nas 500 Milhas de Indianápolis.

A McLaren e a RLL são as principais forças do meio do grid da Indy (Foto: Indycar)

Naturalmente, pela rápida adaptação ao mundo da Indy, pelo investimento e pelo potencial de seus pilotos, a McLaren entra como principal favorita a incomodar Penske e Ganassi e bater de frente com a Andretti, mas não a única. É que a RLL merece também seu destaque por um trabalho de anos e uma consolidação como força do meio do grid baseada na continuidade.

2020 trouxe quatro pódios e uma vitória para o time de Bobby Rahal, mas longe de ter sido um triunfo qualquer: a RLL venceu as 500 Milhas de Indianápolis com Takuma Sato, principal corrida do calendário e, de certa forma, deu ali um passo além dos que a McLaren conseguiu concluir. Além de Sato, que fechou o ano em um bom sétimo lugar geral, o time ainda viu Graham Rahal manter a ótima pegada das temporadas recentes e concluir o campeonato em sexto, responsável pelos outros três pódios da equipe.

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McLaren e RLL foram as únicas que conseguiram furar o domínio do trio de ferro da Indy em 2020, colocando três pilotos dentro de um top-12 final que, tirando eles, só tinha membros das três equipes poderosas do grid. Só ali, separados por incríveis dois pontos, apareceram membros de outras equipes do pelotão intermediário, entre 13º e 15º: Santino Ferrucci, com a Dale Coyne, Rinus VeeKay, pela Carpenter, e Jack Harvey, com a Meyer Shank.

Graham Rahal vem forte em 2021 (Foto: Chris Owens/Indycar)

Apesar de Santino ter deixado a Dale Coyne, essas três equipes realmente parecem próximas pensando em 2021. A Carpenter foi murchando desde a saída de Josef Newgarden e piorou quando abriu mão de Spencer Pigot, mas tem em VeeKay um bom prospecto para o futuro. A Dale Coyne, por sua vez, deixou de lado o posto de pior time do grid que outrora ocupou, mas meio que perdeu força na recuperação e parece ter atingido o teto, agora apostando todas as fichas em Romain Grosjean, que não deixa de ser uma incógnita por ter acabado de sofrer um grave acidente na Fórmula 1.

Na Meyer Shank, tendência clara de alta. O time foi gradativamente conquistando espaço na Indy, aumentando a participação nas etapas e, em 2020, finalmente conseguiu fazer o campeonato todo, com algum destaque. Em 2021, além de Harvey seguir com participação integral, o time ainda terá Helio Castroneves em mais de um terço das provas, preparando terreno para um segundo carro fixo que deve chegar em breve, provavelmente em 2022.

Não tem como pensar em fundo do grid sem falar em Foyt e Carlin. Cada vez mais distantes do resto, ambas vão tendo brilharecos apenas nos ovais e sofrem muito nos mistos e nas ruas. É difícil imaginar um cenário diferente, ainda que a Foyt tenha em Sébastien Bourdais um bom nome para tentar começar a reagir, afinal, o francês foi responsável direto pela mudança de patamar da Dale Coyne anos atrás.

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