MotoGP

Aprilia vê discrepância em orientações de diretor-técnico, mas nega desejo de prejudicar Ducati com protesto

Diretor-executivo da Aprilia, Massimo Rivola negou que o protesto apresentado contra um defletor utilizado no Catar tenha objetivo de prejudicar a Ducati. Dirigente afirmou que a casa de Noale foi desencorajada por Danny Aldridge, diretor-técnico na MotoGP, a desenvolver uma peça similar

Grande Prêmio / Redação GP, de São Paulo
Diretor-executivo da Aprilia, Massimo Rivola afirmou que a marca italiana foi desencorajada pelo diretor-técnico da MotoGP, Danny Aldridge, a desenvolver uma solução similar ao defletor utilizado pela Ducati no Catar.
 
No último fim de semana, Aprilia, KTM, Suzuki e Honda apresentaram um protesto questionando a legalidade da Desmosedici ao fim do GP do Catar por conta de um defletor instalado no braço oscilante da Ducati, na frente do pneu traseiro. O Painel de Comissários rechaçou o protesto, mas as fábricas recorreram e o caso foi levado à Corte de Apelações da FIM (Federação Internacional de Motociclismo), que ainda não se posicionou.
 
Falando ao jornal italiano ‘La Gazzetta dello Sport’, Rivola contou que a Aprilia questionou Aldridge sobre a uma solução similar à que tinha sido usada pela primeira vez pela Yamaha no ano passado, mas acabou desencorajada a seguir adiante em seu projeto.
No destaque, o polêmico defletor da Ducati (Foto: Ducati/ Arte: Rodrigo Berton)
“Na última corrida do ano, em Valência, a Yamaha usou uma espécie de colher instalada no braço oscilante que dispersava a água no caso de chuva e foi considerada legal por razões de segurança”, disse Rivola. “Aquela solução abriu os nossos olhos. Tanto que, no início do ano, nós perguntamos ao delegado técnico se poderíamos desenvolver algo naquela área, onde sabemos que temos performance a ganhar”, seguiu.
 
“Aldridge respondeu em 19 de fevereiro reiterando, no entanto, que uma solução similar só poderia ser instalada em condições de chuva. Como resultado, nós paramos”, explicou.
 
O ex-F1 ressaltou que o protesto que foi encaminhado à Corte de Apelações não tem como alvo a Ducati, mas, sim, um esclarecimento do regulamento.
 
“Nossa ação não foi contra a Ducati, não queremos contrariar ninguém”, afirmou Rivola. “O que acho sério é que o e-mail no qual nos fomos impedidos de contar com uma solução similar tem a data de 19 de fevereiro e, depois de uma semana [em 2 de março], tem outro que foi claramente estudado em profundidade pela Ducati”, apontou.
 
Assim como fez anteriormente, Rivola insistiu que o defletor da Ducati produz uma vantagem aerodinâmica e não é apenas um item para ajudar a resfriar o pneu, como alega a fábrica de Borgo Panigale.
 
“O que esse elemento faz, é muito fácil descobrir. Um estudo simples de dinâmica de fluídos mostra que tudo que você faz na frente tem um efeito no que está atrás”, indicou. “Nesta área, o ar é muito rápido, se você coloca uma asa, isso gera carga. Não parece ter muito para debater”, insistiu. “Uma asa não pode ser móvel. A peça não é em si, mas se você a coloca em um braço oscilante que é móvel, ela tem um efeito diferente se você está freando ou não”, concluiu.

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