Marini aponta evolução da Honda, mas diz: “Chegamos só a 60% do potencial da moto”

Novato na Honda, Luca Marini apontou melhora em termos de motor, aerodinâmica e eletrônica, mas defendeu que é preciso seguir trabalhando com afinco para destravar todo o potencial da RC213V

Luca Marini acredita que a Honda conseguiu atingir apenas 60% do potencial da moto até aqui. O italiano apontou melhora em termos de motor, aerodinâmica e eletrônica, mas frisou que é preciso seguir trabalhando em todas as áreas.

O ex-VR46 fechou o primeiro dia de treinos na Malásia apenas na 17ª colocação, 1s018 atrás do líder Jorge Martín.

Por causa do novo regulamento de concessões, a terça-feira não foi o primeiro dia de Luca com a RC213V em Sepang, já que a montadora japonesa pôde participar do shakedown da semana passada com os pilotos titulares. Ainda assim, o #10 não considera os dias extras de teste uma grande ajuda.

“Grande, não”, disse Marini rindo. “Se fosse grande, eu estaria em segundo, como [Pedro] Acosta”, seguiu.

Luca Marini vai estrear com a Honda em 2024 (Foto: Repsol)

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Marini apontou que a Honda precisa mesmo de muitos dias de teste, já que encontrar a direção certo para o desenvolvimento não é uma tarefa das mais simples.

“É algo que nós, com certeza, precisamos neste momento. Temos muitas coisas para testar e encontrar a direção não é fácil. Mas estamos trabalhando realmente duro”, comentou. “Estou realmente satisfeito com esse primeiro dia. A sensação com a moto é muito melhor a cada momento”, contou.

“Estou curtindo cada momento. Encontramos algo melhor nesses dias, mas ainda temos muito trabalho a fazer”, assumiu.

Luca se mostrou satisfeito, porém, com o avanço conseguido pela Honda com o motor em comparação com a especificação que testou em Valência.

“É mais rápido. Mas perdoa menos. Não tem tanto controle, mas está mais na mão. Tem um pouco mais de potência, então estamos com um pouco de dificuldade com a aderência, pois tem mais torque”, detalhou. “Precisamos ser mais cuidadosos com o acelerador, porque a potência está lá. Você pode pilotar mais rápido, pois o motor é mais forte”, frisou.

Por fim, o italiano destacou que a Honda tem de trabalhar em todas as áreas da RC213V, mas ainda tem muitas coisas para testar no restante da bateria de Sepang.

“Temos muitas novas coisas que precisamos colocar em linha”, afirmou. “Precisamos trabalhar em todos os aspectos da moto. Nós melhoramos um pouco em aerodinâmica, um pouco no motor, melhoramos um pouco com a eletrônica, mas precisamos seguir trabalhando assim, pois, em minha opinião, estamos apenas em 60% do potencial da moto”, completou.

MotoGP volta a acelerar entre 6 e 8 de fevereiro de 2024, com os testes de pré-temporada na Malásia, no circuito de Sepang. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.

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