Viñales minimiza abandono e vê GP da Alemanha como “melhor corrida do ano”

Espanhol teve problemas com o dispositivo que altera a altura da traseira da RS-GP e não pode concluir a prova, mas considerou que teve sua melhor atuação no ano, já que brigava pelo pódio quando se retirou da disputa em Sachsenring

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Nem mesmo o abandono fez Maverick Viñales dar uma nota ruim ao GP da Alemanha de domingo (19). O espanhol considerou que fez em Sachsenring a “melhor corrida do ano” e comemorou o fato de ter sido forte e combativo desde a primeira curva.

Enquanto Aleix Espargaró perdeu o pódio depois de sofrer com um erro no final da corrida e um pneu dianteiro defeituoso, Maverick foi forçado a recolher aos boxes na volta 19 por conta de um problema com o dispositivo que regula a altura da traseira da RS-GP.

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Maverick Viñales pressionou Aleix Espargaró por um lugar no pódio (Foto: Aprilia)

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Ainda assim, o pai da pequena Nina fez um balanço para lá de positivo da corrida e contou que sai da Alemanha feliz com o desempenho na corrida.

“Na verdade, estou muito feliz, pois hoje eu curti pilotar”, disse Viñales. “Fizemos uma boa largada, fui forte, tenho marcas de borracha no meu macacão por lutar na curva 1”, contou.

“E aí eu estava só mantendo o ritmo. Sabia que as últimas dez voltas seriam as minhas melhores, pois estava mantendo uma boa performance dos pneus. Mas o dispositivo traseiro quebrou e aí a minha chance de ficar na pista era muito difícil”, explicou. “Em um momento, eu estava a 0s1 de Aleix, ia atacar e aí comecei a sentir a moto um pouco mais para baixo, ter vibração e não entendi nada. Mas, de repente, ‘boom’. Desceu!”, detalhou.

“Fiquei preso embaixo e nunca mais subiu. Perdi a frente na curva 8 por causa disso e era perigoso ficar na pista”, assumiu. “Quer dizer, se não caí na 8, podia cair no trecho morro abaixo! Era impossível pilotar”, frisou.

Apesar do problema que forçou o abandono, Maverick se mostrou bastante satisfeito com o GP da Alemanha, já que a prova em Sachsenring no ano passado marcou um ponto muito baixo da relação com a Yamaha, quando terminou a corrida em último.

“Já esqueci disso. Esse fim de semana foi muito importante, pois no ano passado ano aqui foi um momento muito ruim para mim e este ano foi a melhor corrida do ano”, comparou. “Então um ano pode mudar muita coisa. Precisamos manter a concentração, estamos trabalhando da maneira certa e dando muitos passos, muito rápido”, observou.

“Acho que todas essas corridas foram como um super treinamento para me deixar ainda mais forte. Posso ultrapassar mais facilmente. Estou melhor nas primeiras voltas. Então sinto que todos esses passos vão me tornar um piloto melhor. E, pelo menos, eu estava batalhando pelo pódio”, considerou. “Só precisamos manter a calma. Sabemos quando vamos atingir o ponto em que eu e a moto estamos [completamente unidos]. Tenho certeza”, concluiu.

A MotoGP volta às pistas na próxima semana, para o GP da Holanda, em Assen, 11ª etapa da temporada 2022. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do Mundial de Motovelocidade 2022.

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