Gardner revela “coração partido” pela KTM: “Disseram que não fui profissional o bastante”

Australiano contou que foi comunicado ainda na Áustria que não havia lugar para ele estrutura da KTM na temporada 2023 da MotoGP e recebeu como justificativa não falta de resultados, mas falta de profissionalismo. Remy ainda não sabe o que vaai fazer no próximo ano

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Remy Gardner revelou que foi dispensado pela KTM para a temporada 2023 da MotoGP sob a alegação de que não foi “profissional o bastante”. O australiano acreditava que tinha chance de ficar na Tech3 no próximo ano, mas agora se vê sem chance de continuar na classe rainha do Mundial de Motovelocidade.

Remy estreou na classe principal neste ano, na esteira da conquista do título da Moto2. O piloto de 24 anos formou com Raúl Fernández a dupla da Tech3, mas, assim como o espanhol, não conseguiu encaixar com a RC16, recebendo muitas críticas da cúpula da marca ao longo do ano.

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Remy Gardner se disse enganado pelo mundo do motociclismo (Foto: KTM)

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Nesta quinta-feira (1), o filho de Wayne revelou que foi informado no sábado do GP da Áustria que não teria espaço na KTM em 2023.

“Para ser sincero, não estava esperando”, assumiu. “Sempre dei 100%. E, infelizmente, acho que isso não foi suficiente para os padrões deles. A minha intenção sempre foi ficar aqui e dar o meu melhor. E, honestamente, sim, eles partiram meu coração”, desabafou.

Apesar da expectativa de Remy, ao longo da temporada ficaram evidentes alguns sinais de conflito entre o campeão do ano passado da Moto2 e a marca austríaca. Além de ele ter se queixado publicamente das atualizações da RC16, Pit Beirer, chefe da divisão esportiva da casa de Mattighofen, não escondeu o desprezo por Paco Sánchez, agente de Gardner, a quem atacou em uma entrevista.

“Essa não era uma confusão comigo, era uma confusão com Paco!”, justificou Gardner.

Apesar do conflito, o próprio Beirer chegou a defender Gardner, como Stefan Pierer, diretor-executivo da KTM, admitiu em entrevista à publicação alemã Speedweek. Pouco depois, porém, as coisas mudaram, e Beirer declarou que a KTM nunca mais vai colocar dois novatos em uma mesma equipe.

De acordo com Gardner, a justificativa que recebeu da marca austríaca para não ter o contrato renovado não tem relação com os resultados de 2022.

“Disseram que não fui profissional o bastante. Foi isso”, apontou. “Não existe apreço pelo Mundial que eu dei a eles”, recordou o australiano, que conquistou a Moto2 vestindo as cores da marca.

Apesar de ter somado apenas nove pontos na temporada, Remy não fez um balanço completamente negativo do ano.

“Para ser honesto, não acho que foi um desastre. Se você olhar para os tempos e tudo mais e o quão próximo normalmente estou dos caras de fábrica… ainda é o meu primeiro ano”, ponderou. “Não sei, é o que, o quarto ano do Miguel [Oliveira]? Sinceramente, acho que não foi ruim e a sensação era positiva com eles”, seguiu.

“A sensação e a impressão era ok, sim, vamos continuar. E Silverstone foi tipo ‘devemos continuar, e na Áustria devemos acertar’. Não sei. Estou tão confuso quanto vocês”, comentou. “Eles me disseram extremamente tarde. Eles realmente me sacanearam, para ser franco, para achar uma vaga para o próximo ano. Me deixou em uma posição um pouco de merda”, disparou.

O australiano afirmou que tem algumas ofertas para seguir no paddock, mesmo que fora da MotoGP, mas ainda não tem cabeça para tomar uma decisão.

“É, definitivamente, difícil de aceitar depois de lutar por tanto tempo, com lesões e luta, e talvez sem o melhor maquinário, e aí finalmente consegui chutar a bola e vencer o campeonato. Mas tive só um ano na MotoGP… é, isso parte o meu coração”, frisou. “Eu me sinto um pouco enganado pelo mundo do motociclismo no momento”, resumiu.

“Com certeza, quero seguir correndo. Tenho algumas ofertas para ficar neste paddock, obviamente não na MotoGP. Mas ainda não tenho certeza”, encerrou.

Restam apenas quatro vagas oficialmente e aberto na MotoGP: as duas da VR46, porém, devem permanecer com Luca Marini e Marco Bezzecchi. A LCR Honda deve ser ou de Takaaki Nakagami ou de Ai Ogura. A última é a da GasGas, que dispensou Remy.

A MotoGP volta às pistas no próximo dia 4 de setembro para o GP de San Marino e da Riviera de Rimini, em Misano. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do Mundial de Motovelocidade 2022.

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