GUIA 2025: Piastri encara dúvidas e vive ano crucial para deixar de ser coadjuvante
Ainda que a McLaren tenha sido a grande força da Fórmula 1 durante a maior parte de 2024, Oscar Piastri ficou devendo no duelo interno contra Lando Norris e acabou vendo o companheiro assumir o papel de protagonista na McLaren. Com o favoritismo do time papaia em 2025, o australiano precisa mais do que nunca provar que pode ser melhor
Prestes a iniciar a terceira temporada na Fórmula 1, Oscar Piastri sabe que precisa aproveitar o bom momento da McLaren para provar que pode ser muito mais do que apenas um mero coadjuvante de Lando Norris. Talentoso, o australiano começa 2025 questionado pela falta de resultados mais expressivos que poderia ter alcançado no último ano, mas ainda há tempo de virar a chave e mostrar que também pode ser protagonista na briga contra os rivais.
Ao desembarcar em Woking no início de 2023 após todo o imbróglio envolvendo o contrato com a Alpine, o #81 chegou com o peso e as expectativas por ser campeão da Fórmula 3 e da Fórmula 2 no ano de estreia — algo que, até então, somente Charles Leclerc e George Russell haviam conseguido fazer, embora o brasileiro Gabriel Bortoleto agora também tenha entrado nessa lista. Ainda dando os primeiros passos na classe rainha, conseguiu entregar bons resultados e terminou o campeonato com dois pódios conquistados, nos GPs do Catar e do Japão.
Destaque-se, porém, que a McLaren começou aquela campanha como uma das piores equipes do grid, e foi somente após as atualizações feitas no GP da Áustria que o desempenho do MCL60 alavancou de vez. Mas a situação foi bem diferente em 2024: ainda que tenha começado o ano um degrau abaixo de Red Bull e Ferrari, o time papaia assumiu o posto de primeira força a partir do GP de Miami e assim permaneceu até o fim das 24 etapas. E foi aí que Piastri não soube aproveitar tão bem as ferramentas que tinha em mãos.
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Tudo bem, ainda era o segundo ano na F1 e algum pano pode ser passado para certas circunstâncias, mas ficou devendo em determinados momentos, sim — principalmente em relação ao companheiro de equipe. Apesar de todos os erros cometidos e críticas recebidas ao longo da temporada — e com razão —, Norris pelo menos conseguiu se impor em mais oportunidades e se colocou como um candidato ao título durante um período de tempo, mesmo que tenha sucumbido à pressão e facilitado a vida de Max Verstappen na busca pelo tetracampeonato.
Mas tudo indica que o britânico chega em 2025 mais maduro e confiante, e Piastri precisa fazer o mesmo. Com oito pódios conquistados, duas vitórias (Hungria e Azerbaijão) e um quarto lugar na classificação do Mundial de Pilotos, com 292 pontos somados, não dá para dizer que o certame passado foi ruim, muito longe disso. Afinal, o jovem de 23 anos ajudou a McLaren a erguer o troféu de construtores depois de um jejum de mais de duas décadas. De qualquer forma, já registrou o nome nos livros de história dos laranjinhas.
O grande problema mesmo ficou na comparação com o colega de time. Ao todo, Oscar perdeu para Norris em 16 corridas, enquanto ganhou em somente oito. Até em posição de grid a situação desandou, com o australiano batendo o inglês somente quatro vezes aos sábados, enquanto o #4 levou a melhor em 20 oportunidades. No geral, Lando teve mais vitórias, top-10, voltas mais rápidas e pontos no campeonato, terminando 82 tentos à frente do #81 na classificação — a segunda maior diferença entre companheiros no ano, atrás apenas da distância surreal de 285 pontos entre Verstappen e Sergio Pérez.
O próprio piloto, no entanto, já afirmou que possui “todas as ferramentas” necessárias para brigar por mais em 2025, mas admitiu que precisa aprender a utilizá-las. Se, por um lado, reconheceu que deve imprimir um ritmo melhor nas classificações, por outro, comemorou o fato de entender melhor como lidar com o desgaste dos pneus no decorrer da corrida. E vai realmente precisar evoluir se quiser deixar o papel secundário de apenas auxiliar Norris no campeonato para, de fato, mostrar para a McLaren que a escuderia pode ter boas dores de cabeça com dois candidatos ao título em 2025.

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E os testes coletivos de pré-temporada no Bahrein deixaram bem claro que não há desculpa. Ao longo dos três dias de atividades no circuito de Sakhir, a McLaren mostrou a todos que começa o certame como principal força, e ainda com uma certa folga em relação à Ferrari e à Red Bull — com direito a reconhecimento por parte das rivais. Claro que essa vantagem não vai durar para sempre, por isso é preciso saber explorar as oportunidades e maximizar o que for possível.
O cenário está armado e os personagens estão no palco, prontos para brilhar, ainda que o roteiro da F1 em 2025 prometa ser dos mais imprevisíveis. De qualquer forma, quando a cortina se abrir e os holofotes se voltarem para os atores da peça, Piastri vai precisar provar que a equipe acertou em renovar o contrato e que pode deixar de ser um mero coadjuvante para assumir definitivamente o papel de protagonista da história. Talento tem de sobra, mas chegou a hora de tomar conta do espetáculo.
A Fórmula 1 abre a temporada 2025 entre os dias 13 e 16 de março, no GP da Austrália, em Melbourne. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades AO VIVO E EM TEMPO REAL. O TL1 está marcado para a noite ainda da quinta-feira (13), a partir das 22h30. O TL2 começa já depois da 0h e, portanto, na madrugada da sexta-feira (14), às 2h. Depois, a situação se repete com o TL3 realizado às 22h30 da sexta-feira, enquanto a classificação define o grid de largada começando às 2h do sábado (15). Por fim, a largada está marcada para a 1h do domingo (16). Tanto classificação quanto corrida terão transmissão do GP em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para comentar na GPTV após o fim de cada dia de atividades.
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