Chefe diz que Honda “não deu passo necessário”: “Não tivemos ano para recordar”
Chefe da Honda, Alberto Puig assumiu que, mesmo que tenha dado alguns passos ao longo do tempo, a montadora não conseguiu o avanço necessário na MotoGP atual. Dirigente destacou que a cúpula da equipe, no Japão, está empenhada em melhorar a RC213V
Alberto Puig admitiu que a Honda não teve “ano para recordar” na MotoGP. O chefe afirmou que a equipe até conseguiu dar alguns passos ao longo de 2023, mas não o “que é necessário nessa categoria hoje em dia”.
A marca da asa dourada fechou 2023 na lanterna do Mundial de Construtores, com só 185 pontos, 515 a menos do que a campeã Ducati. Além da posição ruim, a Honda também perdeu Marc Márquez, que optou por romper o contrato um ano antes do previsto para poder correr com a Gresini em 2024.
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“Não posso ficar muito feliz. Nós, obviamente, não tivemos um ano para recordar”, disse Puig em entrevista ao site da MotoGP. “Nunca encontramos o caminho. Começamos muito bem em Portugal, com a pole-position de Marc, mas a queda e as lesões, e aí Joan Mir tentando entender a moto, tivemos muitos altos e baixos”, seguiu.
“Tivemos bons resultados na Índia e no Japão, onde Marc conseguiu chegar ao pódio, mas, do ponto de vista da equipe, não foi um bom ano para nós”, assumiu.

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Puig avaliou que a concorrência conseguiu ser mais efetiva ma evolução das motos, mas frisou que a Honda está empenhada em reverter a situação da RC213V.
“Nós não demos o passo que é necessário nessa categoria hoje em dia. Nossos rivais deram um grande passo e, ainda que estejamos avançando e tentando entender nossos pontos fracos, ainda não conseguimos atingir nossos objetivos. A competitividade da moto não está lá e nós sabemos disso. A vontade de mudar e tentar uma abordagem diferente está lá”, garantiu.
“No Japão, estão reestruturando não apenas as pessoas, mas também a maneira de trabalhar e também desenvolver a máquina”, finalizou.
A MotoGP volta a acelerar entre 6 e 8 de fevereiro de 2024, com os testes de pré-temporada na Malásia, no circuito de Sepang. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.
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