Marini estuda Honda seguindo Miller no Catar: “Está claro o que precisamos fazer”

Luca Marini contou que aproveitou o revés de Jack Miller, que foi parar no fundo do pelotão após uma queda, para analisar as reações e fraquezas da Honda. Italiano destacou que sabe o que é necessário fazer, mas avaliou que será preciso tempo para sanar as dificuldades da RC213V

Luca Marini aproveitou o revés de Jack Miller no GP do Catar de domingo (10) para estudar e analisar as fraquezas da Honda. O italiano apontou diferenças de aderência entre a RC213V e a KTM e falou em reequilibrar o protótipo japonês, mas assumiu que vai levar tempo para acertar a moto.

Estreando com a Honda, Marini teve um fim de semana difícil no Catar e passou a maior parte do tempo rodando no fundo do pelotão. Ciente das dificuldades, o italiano contou que até se surpreendeu ao perceber que tinha alguém atrás dele.

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Miller sofreu uma queda na segunda volta do GP do Catar e foi parar no fundo do pelotão. O australiano conseguiu passar o #10, que aproveitou a situação para poder estudar o comportamento da moto.

“Vi na minha placa que tinha alguém atrás de mim e pensei: ‘Por quê? Como?’”, brincou Marini. “Eu o deixei passar e tentei seguir, também para não correr risco de ficar abaixo da pressão do pneu”, seguiu.

Luca Marini sofreu no Catar, mas aproveitou para estudar (Foto: Repsol)

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“Tentei entender algo atrás dele, pois a KTM agora é muito forte e melhorou muito desde o ano passado”, comentou. “Acho que algo positivo me veio à cabeça, e está claro para mim o que nós precisamos fazer, mas precisamos de um pouco mais de tempo para tentar mais ajustes”, ponderou.

Marini rodou atrás de Miller por sete voltas e depois voltou à frente do australiano, mas, ainda que o titular da Pramac tenha se queixado de perder a frente e a traseira sempre que tentava forçar o ritmo, identificou uma clara diferença de aderência.

“Acho que Jack não estava na melhor forma dele, mas, com certeza, eles têm muita aderência na traseira, especialmente na última parte da entrada, e eles podem fazer a moto virar de uma maneira fácil em meados da curva, usando essa aderência na traseira, e também tocar o acelerador e seguir virando”, explicou. “Isso é algo com que estamos sofrendo, especialmente eu. Então essa é a aderência na traseira, mas, especialmente, começando na entrada [da curva]. A fase de entrada permite que a moto vire melhor do que a minha”, analisou.

Seguir Miller também permitiu que o ex-VR46 entendesse o comportamento da aerodinâmica da Honda com ar sujo.

“Eu puder fazer a curva com ar [limpo], ar [sujo], então pude entender muito bem o efeito das asas e o downforce que nós temos. Acho que precisamos reequilibrar um pouco essa moto. isso, com certeza, vai ajudar na nossa performance”, apostou.

Por fim, Marini explicou que teve um problema técnico com a moto, o que afetou o ritmo, mas, mesmo assim, acredita que não poderia ter alcançado nada melhor.

“Por isso, o meu ritmo foi lento. Mas, mesmo sem esse problema, talvez não poderia lutar por uma boa posição, como fez o meu companheiro de equipe”, concluiu.

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