Haas “não se arrepende” de vínculos anteriores com a Rússia e minimiza impacto financeiro

Chefe do time americano, Guenther Steiner também voltou a abordar saída de Nikita Mazepin da equipe e disse que "não havia possibilidade" de manter piloto russo no carro

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A Haas não se arrepende dos fortes vínculos assumidos com a Rússia após a chegada da agora ex-patrocinadora Uralkali e de Nikita Mazepin, em 2021. Ao menos, quem garante isso é Guenther Steiner – chefe da equipe americana -, que voltou a falar sobre a saída do piloto russo do time e, também, da empresa de fertilizantes administrada por Dmitry, pai de Nikita.

“Não é culpa dele, mas algumas vezes você acaba em situações como essa e precisa lidar com isso”, disse o chefe de equipe sobre Mazepin. “Não me arrependo (das ligações com a Rússia), foi uma decisão que tomamos à época. Mas a situação do mundo mudou e tomamos ações. Penso que nós tomamos a decisão certa nas duas vezes: quando estávamos com eles (Uralkali e Mazepin) e depois. Você pode tomar decisões de circunstâncias, e foi isso que fizemos”, revelou.

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GUENTHER STEINER; HAAS; F1; GP DO BAHREIN;
Guenther Steiner comentou repercussões internas das tensões políticas no leste europeu (Foto: Haas F1 Team)

No ano passado, em um movimento para ajudar a equipe a sobreviver financeiramente, a Haas determinou a chegada de Mazepin como companheiro de time de Mick Schumacher e da Uralkali, empresa russa que assumiu o papel de principal patrocinadora. A ligação dos americanos com a Rússia ficou forte, pois, e esteve refletida até mesmo no design do VF-21 e do VF-22. No entanto, a invasão da Rússia ao território ucraniano e todo conflito subsequente no leste europeu acarretou no fim do vínculo entre as partes.

“Nós não poderíamos ter tomado outra decisão, não havia possibilidade de mantê-lo no carro. As críticas, as sanções, tudo junto, não deu mais certo”, opinou Steiner, chefe da equipe que somou apenas três pontos nas últimas duas temporadas. “Nós tomamos a decisão como um time e sempre com o pretexto de fazer o melhor para a equipe, porque o maior ativo aqui é o time. Com todas as pessoas que empregamos aqui, todos que trabalham aqui, não poderíamos colocar isso em risco”, adicionou.

A ABERTURA OFICIAL DA FÓRMULA 1 2022 DO GRANDE PRÊMIO (COM UM TOQUE DE MALHAÇÃO)

Recentemente, a família Mazepin sofreu sanções financeiras da União Europeia e do Reino Unido. Dmitry e Nikita, por exemplo, tiveram caminho aberto para que tenham todos os ativos em território britânico congelados e até mesmo serem banidos de viajar.  O motivo é a proximidade ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, por conta da invasão militar à Ucrânia – amigo próximo de Putin, Dmitry Mazepin teve um encontro com o presidente, em 24 de fevereiro, quando começou a invasão russa no país vizinho. A reunião contou com outros 36 empresários e tinha como objetivo discutir o provável impacto do conflito no leste europeu.

Justamente por tal proximidade, a permanência da Uralkali e, consequentemente, de Nikita na Haas ficou inviável. Antes da determinação das sanções, os Mazepin planejavam uma batalha legal contra a Haas, onde exigiam a devolução de dinheiro pago antes do encerramento do contrato tanto com o piloto quanto com a patrocinadora de maneira abrupta. Indagações sobre a saúde financeira da equipe logo surgiram, mas Guenther Steiner fez questão de tranquilizar a questão.

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Nikita Mazepin está fora da temporada de 2022 da Fórmula 1 (Foto: Haas)

“Estamos bem financeiramente, sempre estivemos”, contou o chefe da Haas, que começou sua carreira na Fórmula 1 na Jaguar, em 2001. “Nunca tivemos nenhum tipo de débito ou coisa do tipo, pagamos tudo. E Gene (Haas, dono do time) não deixaria isso acontecer. Obviamente existem alguns desafios, porque precisamos substituir a receita que nós agora iremos perder com a Uralkali. Mas isso não nos coloca em risco como time”, analisou.

Por fim, o chefe da Haas tratou de deixar a situação para trás e enfocar na temporada de 2022 da Fórmula 1. Segundo Steiner, a pandemia do coronavírus prejudicou muito o time. Mas, ainda de acordo com o italiano, o corpo técnico da equipe tem a capacidade para superar as dificuldades e voltar a colocar o esquadrão americano na trilha do sucesso.

“Como time, sabemos o que podemos fazer. Terminamos em quinto no Mundial de Construtores em nosso terceiro ano na F1. Muito dos funcionários hoje são os mesmos daquela época e essas pessoas não ficaram estúpidas ao longo dos anos. Eles ainda conseguem trabalhar bem”, disse.

“Tivemos a situação da Covid em 2020, o que nos colocou na posição que estávamos em 2020 e 2021. Agora, temos que dar a volta por cima. É isso que tentaremos fazer nesse ano”, finalizou. A temporada da F1 começa neste domingo, com o GP do Bahrein. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades AO VIVO e EM TEMPO REAL.

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